La intimidad de citas

Devocionales Diarios – La Intimidad Con Dios Parte 1. Pasaje clave: Juan 13:4-8, Marcos 14:12-17. Intimidad con Dios puede ser un bonito lema que pronto olvidemos, o una desafiante decisión para cada día de nuestras vidas. Como en cualquier otro aspecto del cristianismo, la intimidad sexual no se trata del poder, sino del servicio (cf. Lucas 22:24-27), no se trata de lo que se recibe, sino de lo que se da (cf. Hechos 20:35), no se trata de mí, sino de ti (cf. Filipenses 2:4), no se trata de esperar que el cónyuge cambie, sino de cambiar para influenciar al ... La intimidad es una conexión cercana y familiar. Hay otro tipo de intimidad - la intimidad física, que viene de tener una relación sexual con otra persona. Disfruta de la siguiente selección de frases, citas y aforismos sobre la intimidad. Están en todos lados. Posiblemente una se encuentre cerca de tu casa e incluso sean tus vecinos, son lugares discretos y poco llamativos que, a simple vista, podrían ser la casa de cualquiera de tus vecinos, pero dentro, más allá de ser un cómodo lugar para descansar y convivir en familia, se encuentre alguno de los lugares más candentes de la ciudad y con al menos una decena de personas ... Florencia Torrente y la intimidad de sus citas virtuales en cuarentena: “Nos tomamos un vino por Zoom, es rarísimo” Muy atareada con proyectos, la hija de Araceli González es una de las ... Florencia Torrente y la intimidad de sus citas virtuales en cuarentena – 31-08-2020 16:49 Por InformateAca. Compartilo en: Facebook. Twitter. Google + Pinterest. Muy atareada con proyectos, la hija de Araceli González es una de las voces del Cantando 2020, protagonizó Señorita Julia, una de las primeras obras vía streaming -que vuelve con ... FRASES Y CITAS INTIMIDAD: La mejor selección de frases, reflexiones, pensamientos y citas de INTIMIDAD para analizar y reflexionar conscientemente en el aquí y en el ahora. Los frases sobre intimidad más interesantes de autores de todo el mundo: una selección de citas divertidas, inspiradoras y motivadoras sobre intimidad. 17 Versículos Bíblicos Sobre La Intimidad Con Dios. Una de las cosas más difíciles para la mayoría de los cristianos es separar un tiempo diario y constante con Dios. Estoy convencido de que esta lucha mantiene a muchos seguidores de convertirse en el hombre o la mujer de Dios que ellos realmente están destinados a ser. Hay muchas razones de por qué esto sucede. Frases, Citas y Refranes intimidad para Facebook y Twitter. En mayor o menor medida todos perseguimos la amistad con Dios, pero únicamente las almas generosas -y, por supuesto, en muy diversos grados- penetran en la intimidad de Dios.

A Mulher Morena

2020.02.24 03:57 altovaliriano A Mulher Morena

“Sábado de personagens” ainda no domingo. Fazer o quê?
A mulher morena é uma das mais misteriosas personagens de As Crônicas de Gelo e Fogo. Seu nome e origem nunca foi revelado ao leitor. Pouco mais sabemos sobre ela, mas em resumo a mulher foi entregue por Euron a Victarion como um prêmio. Sabemos que ela é muda e que Victarion a considera bonita.
Porém, em determinado momento da história, fica evidente ao leitor de que a mulher morena é mais do que parece ser. A tripulação de Victarion resgata do mar Moqorro, um sacerdote de R’hllor enviado pelo Templo Vermelho para auxiliar Daenerys em Meereen, e leva-o a Victarion, pois o homem afirma estar sabendo de que o Capitão de Ferro corre perigo de morte. Quando um mal súbito atinge Victarion, ele e Moqorro vão à sua cabine e o seguinte ocorre:
Quando abriu a porta da cabine do capitão, a mulher morena se virou em sua direção, silenciosa e sorridente... mas, quando viu o sacerdote vermelho ao lado dele, seus lábios se afastaram de seus dentes, e ela sibilou em súbita fúria, como uma serpente. Victarion a acertou com as costas da mão boa e a derrubou no chão.
– Quieta, mulher. Vinho para nós dois. [...]
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A hostilidade da mulher morena para com Moqorro parece uma indicação muito forte sobre a origem e propósito da personagem na história. A partir deste fato apenas, leitores foram levados às mais loucas especulações sobre a identidade da misteriosa serva-amante de Victarion. Entretanto, se o reino das especulações produz resultados estranhos, posso afirmar que as evidências presente no próprio texto não são menos estranhas. Se analisadas em sua literalidade, o texto produzido pelo próprio Martin aponta para direções completamente ininteligíveis.
Analisemos.

Fenótipo, aparência e semelhanças

Fenótipo é o resultado da expressão dos genes do organismo, da influência de fatores ambientais e da possível interação entre os dois. No contexto deste texto, o fenótipo da mulher morena é algo que poderia nos dar uma dica sobre sua herança genética.
Esse herança genética PODE nos ajudar a determinar a cultura na qual ela nasceu, mas é claro que isso não permite nos concluir com absoluta certeza que ela pertence esta cultura. Um bom exemplo de personagem cujo fenótipo pode ser usado para nos confundir é Sarella Sand, que pertence à cultura westerosi, apesar de que sua aparência denotaria ter nascido nas Ilhas do Verão.
Entretanto, diante das poucas informações disponíveis sobre a mulher morena, esta análise se torna necessária. Em verdade, o próprio Martin parece estar induzindo os leitores a realizar estas investigações, pois ele mesmo deposita dicas disso no texto:
Sua pele era negra. Não o marrom castanho dos ilhéus do Verão com seus navios cisne, nem o marrom-avermelhado dos senhores dos cavalos dothrakis, nem a cor de carvão-e-terra da pele da mulher morena*, mas negra. Mais negra que carvão, mais negra do que o azeviche, mais negra do que as asas de um corvo.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Na passagem acima, vê-se que Martin descarta através de Victarion que a mulher morena pertence às culturas dos Ilhéus do Verão e dos senhores de cavalo Dothraki. A exclusão das Ilhas do Verão é especialmente útil, haja vista onde Euron ALEGA ter encontrado a mulher morena:
INGLÊS: As a reward for his leal service, the new-crowned king had given Victarion the dusky woman, taken off some slaver bound for Lys.
PORTUGUÊS: Como recompensa por seu leal serviço, o recém-coroado rei dera a Victarion a morena, roubada de algum mercador de escravos a caminho de Lys*.*
(AFFC, O Pirata)
Eu acho curioso a forma como fica apenas implícito de que Euron teria capturado a Mulher Morena nos porões de um navio de escravos indo para Lys, quando, na verdade, nada disso está escrito no texto. Não se menciona qualquer navio, nem que ela era uma escrava. Tão facilmente como tomou Falia Flowers quando invadiram o Castelo dos Hewett, Euron poderia muito bem ter tomado a amante de um mercador de escravos.
Mas evitemos a interpretação segundo a qual Martin, a esta altura da história, está tentando nos confundir com jogos de palavras. Que outras opções de origem teria uma mulher “bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada”?
Aqueles que partirem para O Mundo de Gelo e Fogo em busca de auxílio encontrarão logo a seguinte referência sobre os habitantes de Naath:
O povo nativo da ilha é uma raça bonita e gentil, com rostos redondos, pele escura e grandes olhos suaves cor de âmbar, em geral salpicados de dourado.
[...~]
O Povo Pacífico sempre teve um bom preço, dizem, pois são tão inteligentes quanto gentis, belos de se olhar e rápidos em aprender a obediência*. É relatado que* uma casa de prazer em Lys é famosa por suas garotas naathi*, que usam diáfanos vestidos de seda e são adornadas com asas de borboletas alegremente pintadas.*
(TWOIAF, Naath)
As descrições tem certa compatibilidade com as características relatadas da mulher morena. Entretanto, os característicos olhos amarelados teriam sido notados facilmente mesmo por alguém tão tapado quanto Victarion. Por outro lado, depois da demonstração de fúria perante Moqorro, acredito que pouco classificariam a mulher morena como “gentil”.
Caso continuemos a pesquisa no livro de meistre Yandell, logo encontraremos uma outra descrição sobre o povo de Leng que é bastante capciosa:
Os lengii nativos são talvez os mais altos de todas as raças da humanidade, com muitos homens entre eles chegando a mais de dois metros de altura, e alguns até com dois metros e meio. De pernas longas e esguios, pele cor de teca oleada*, eles têm grandes olhos dourados e supostamente podem ver mais longe e melhor do que outros homens,* especialmente à noite. Embora formidavelmente altas*, as mulheres lengii são notoriamente ágeis e encantadoras, de* beleza insuperável*.*
(TWOIAF, Leng)
A descrição da pele é inteiramente simétrica àquela da mulher morena (fornecida por VIctarion). Na verdade, é curioso perceber que a única vez que a expressão “teca oleada” é usada para descrever a pele de alguém ocorre com a mulher morena. A única outra vez em que essa analogia é usada é como o povo de Leng, fora da saga principal, em um livro acessório.
Entretanto, há mais problemas aqui do que soluções. Novamente temos a descrição do dourado dos olhos (que seriam difíceis de Victarion ignorar), a altura formidável e a beleza insuperável. Ainda que possamos alegar que Victarion é um homem alto, próximo dos 2 metros de altura (segundo estimativas dos leitores), seria difícil que ele ignorasse que a mulher morena fosse muito alta para uma mulher e de beleza insuperável.
Desse modo, acredito ser seguro descartar Leng e seguir. Não há mais nenhuma referência a características que se assemelhem à da mulher morena (fora das Ilhas do Verão, que já foram descartadas em nossas premissas acima), porém existe uma referência a um povo no estrangeiro que por vezes sofre o mesmo destino reservado à mulher morena:
Não é surpresa que Sothoros seja pouco povoado quando comparado com Westeros ou Essos. Duas dezenas de pequenas vilas de comércio se amontoam na costa norte ‒ vilas de lama e sangue*, alguns dizem: molhadas, úmidas e cheias de miséria, onde aventureiros, trapaceiros, exilados e* prostitutas das Cidades Livres e dos Sete Reinos vêm fazer fortuna.
Há riquezas escondidas entre as selvas, pântanos e taciturnos rios banhados pelo sol do sul, sem dúvida, mas, para cada homem que encontra ouro, pérolas ou especiarias preciosas, há uma centena que encontra apenas a morte. Os corsários das Ilhas Basilisco atacam esses assentamentos, levando cativos que serão mantidos confinados em Garra ou na Ilha das Lágrimas antes de serem vendidos para os mercados de carne da Baía dos Escravos, ou para as casas de prazer e jardins de prazer de Lys*.*
(TWOIAF, Sothoros)
Embora seja muito vago afirmar que esta é uma origem em potencial para a mulher morena (pois, virtualmente, é o mesmo que dizer que ela poderia ter vindo de qualquer lugar do mundo), a menção de que prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos podem acabar em Lys pode nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas sobre seu comportamento esquisito (vide abaixo).
Portanto, ainda que não possamos determinar sua origem, a análise acima nos permite começar a descartar algumas opções. Inclusive, percebemos que a mulher morena tem um pele de uma tonalidade ímpar (teca oleada), o que pode indicar que ela pertença a um povo que ainda não foi descrito pro Martin.
Entrentanto, há uma última analogia que não pode deixar de ser registrada:
“Não quero nenhuma de suas sobras”, dissera desdenhosamente ao irmão, mas quando Olho de Corvo declarou que a mulher seria morta se não a aceitasse, fraquejou. A língua dela tinha sido arrancada, mas exceto por este pormenor estava intacta, e era também bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada. Mas, por vezes, quando a olhava, surpreendia-se lembrando da primeira mulher que o irmão lhe dera*, para fazer dele um homem.*
(AFFC, O Pirata)
Sendo Euron alguém conhecido por apreciar jogos mentais, a escolha de alguém que se assemelhasse com a primeira mulher que Victarion havia recebido pode ter sido deliberada. Este detalhe pode ter sido essencial para capturar a memória afetiva de Victarion e fazer com que ele mais facilmente aceitasse o presente de Euron.
Não fica claro se por “primeira mulher” Victarion está falando de sua primeira esposa (que morreu no parto de uma menina natimorta) ou se ele estaria se referindo à primeira mulher com que se deitou. Curiosamente, esta dúvida se aprofunda quando vemos observamos os pensamentos de Victarion no capítulo liberado de Os Ventos do Inverno:
[Spoilers de Os Ventos do Inverno]Enquanto estava na proa do Vitória de Ferro vendo os navios mercantes de Uma-orelha desaparecem um a um ao oeste, as faces dos primeiros inimigos que matara voltaram a Victarion Greyjoy. Ele pensou em seu primeiro navio, em sua primeira mulher.
(TWOW, Victarion)
De todo modo, o importante é que a mulher morena desperta nele esta memória afetiva. Com efeito, o próprio Victarion não parece compreender porque aceitou a mulher ou mesmo porque não cumpriu seu desejo de sacrificá-la, a despeito de ter a perfeita noção de que qualquer presente de Euron é um presente de grego:
A mulher morena não respondeu. Euron havia cortado sua língua antes de dá-la para ele. Victarion não duvidada que o Olho de Corvo tivesse dormido com ela também. Era o jeito do seu irmão. Os presentes de Euron são envenenados, o capitão lembrara a si mesmo no dia em que a mulher morena veio a bordo*. Não quero nenhum de seus restos. Decidira, então, que cortaria a garganta dela e a atiraria ao mar, um sacrifício de sangue para o Deus Afogado.* De alguma forma, contudo, jamais chegara nem perto de fazer isso*.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Pior, esta sensação de familiaridade poderia justificar também a razão pela qual Victarion confiava seus segredos a ela. Não que a mudez da mulher não tenha parte nisso. Afinal, é o que os próprios pensamentos de Victarion indicam:
Cada vez mais, temia que tivessem navegado longe demais, em mares desconhecidos onde até mesmo os deuses eram estranhos... mas, essas dúvidas, ele confidenciava apenas para sua mulher morena, que não tinha língua para repeti-las.
[...]
Victarion podia falar com a mulher morena. Ela nunca tentava responder.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Contudo, isto não explica outros momentos em que Victarion observa ter uma conexão com a mulher morena que independem da confidencialidade verbal. Para estas situações, a memória afetiva me parece funcionar como uma justificativa muito melhor:
A mulher morena sabia o que ele queria sem que tivesse que pedir. Quando ele relaxou em sua cadeira, ela pegou um pano úmido e macio da bacia e o colocou em sua testa.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Outros exemplos disto são a forma como Victarion parece confiar na mulher morena não só mais do que em Meistre Kerwin, capturado em escudoverde (o que é até justificável, pois os nascidos do ferro parecem desconfiar dos meistres, especialmente em um que servia a uma Casa inimiga derrotada)...
– Pegue esta sujeira e vá. – Victarion acenou para a mulher morena. – Ela pode fazer o curativo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
... mas talvez até mais do que confia em Moqorro:
– [...] Gostaria que eu o sangrasse?
Victarion agarrou a mulher morena pelo pulso e a puxou para si.
Ela fará isso. Vá orar ao seu deus vermelho. Acenda seu fogo, e me diga o que vê.
Os olhos escuros de Moqorro pareceram brilhar.
– Vejo dragões.
(TWOW, Victarion)
No aspecto sexual, mesmo diante de sete mulheres treinadas para o prazer pelo Yunkaítas, Victarion diz-se satisfeito com sua mulher morena até que chegue o dia de tomar Daenerys para si:
Os senhores de escravos de Yunkai as haviam treinado no caminho dos sete suspiros, mas não era para isso que Victarion precisava delas. Sua mulher morena era suficiente para satisfazer seus apetites até que pudesse chegar a Meereen e reivindicar sua rainha.
(ADWD, Victarion)
A confiança na mulher morena é a tal ponto acentuada, que Victarion passa a suspeitar que seu meistre poderia estar causando a infecção do ferimento em sua mão. Ela é uma das duas únicas pessoas tratando seu ferimento em todo o barco, mas ele não só a exclui da lista de suspeitos como confidencia a ela suas suspeitas sobre Kerwin:
– Se não foi Serry, então quem? – perguntou para a mulher morena. – Poderia aquele rato daquele meistre estar causando isso? Meistres conhecem feitiços e outros truques. Ele pode estar usando um para me envenenar, esperando que eu o deixe cortar minha mão fora. – Quanto mais pensava nisso, mais provável lhe parecia. – O Olho de Corvo o deu para mim, criatura miserável que é. – Euron tirara Kerwin de Escudoverde, onde estava a serviço de Lorde Chester, cuidando de seus corvos e ensinando seus filhos, ou talvez de outros nas redondezas. E como o rato guinchava quando um dos mudos de Euron o entregara a bordo do Vitória de Ferro, arrastando-o pela corrente em seu pescoço. – Se isso é por vingança, ele se engana comigo. Foi Euron quem insistiu que ele fosse levado, para evitar que causasse danos com suas aves. – Seu irmão lhe dera três gaiolas de corvos também, para que Kerwin pudesse mandar notícias de sua viagem, mas Victarion proibira que fossem soltas. Que fique de molho, se perguntando o que está acontecendo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
É claro que pode-se arguir que Victarion simplesmente é burro e não vê coisas que simplesmente estão acontecendo sob seu nariz. Entretanto, o que me surpreende neste diálogo é que ele cita Kerwin ser um presente envenenado de Euron como motivo para sua suspeita, sendo que ele está falando diretamente para o primeiro presente que ele mesmo julgou envenenado.
Assim, me parece que isto demonstra que Victarion realmente desenvolveu um elo afetivo com a mulher, não APENAS que ele é burro.

Comportamentos e habilidades curiosos

A mulher morena é estranha e age de forma estranha.
A primeira coisa a se registrar são as suspeitas do fandom. Os leitores em geral acreditam que a mulher morena espia Victarion para Euron. Pouquíssimos arriscam dizer que ela é uma espiã dos magos de Qarth (Warlocks). Entretanto, tanto os primeiros quanto os últimos dizem que a espionagem se dá de forma mágica.
Alguns dizem que Euron entra na pele da mulher morena (assumindo como verdadeira a teoria de que Euron é um troca-peles poderoso) para interagir com Euron. Outros dizem que Euron ou os warlocks simplesmente usam os ouvidos e olhos da mulher morena para clariaudiência ou clarividência, sem propriamente ter controle sobre ela.
Porém, eu não acredito que essas especulações tenham fundamento textual, mas partem de um sentimento geral de suspeita que é causado pelo que está no texto. Examinemos cada caso.
Lembram-se que eu disse que a menção de O Mundo de Gelo e Fogo sobre “prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos poderem acabar em Lys” iria nos ajudar a esclarecer o comportamento esquisito da mulher morena? Pois bem, chegou a hora.
Victarion estava guerreando no Vago, quando retorna a sua cabine para ter com a mulher morena:
Em sua apertada cabine de popa, foi encontrar a mulher morena, úmida e pronta*; a batalha talvez também tivesse aquecido seu sangue.*
(AFFC, O Pirata)
Não é estranho que uma mulher que havia sido capturada e entregue a Victarion como uma escrava estivesse “úmida e pronta” assim que seu atual captor irrompesse pela porta vestido em armadura, suado e sangrando?
É claro que simplesmente poderíamos, como Victarion (mau sinal...), assumir que a batalha a tivesse excitado. Ou que Victarion seja mais atraente do que podemos pensar.
Mas não seria igualmente possível pensar que este seria um indício de que a mulher morena tem experiência como concubina?
É sabido que Martin fez com que os meistres da Cidadela tivesse um conhecimento de medicina mais avançado do que aqueles disponíveis para os praticante da medicina da Idade Média do mundo real. Entretanto, não está claro que este grau avançado de desenvolvimento também aconteça nas demais civilizações do resto do mundo que Martin criou.
Na verdade, parece que não, pois Mirri Maz Durr cita que aprendeu artes curativas com o Arquimeistre Marwyn, o que parece indicar que a Cidadela detém os melhores conhecimentos médicos do mundo:
Uma cantora de lua de Jogos Nhai deu-me de presente as suas canções de parto, uma mulher do seu povo cavaleiro ensinou-me as magias do capim, dos grãos e dos cavalos, e um meistre das Terras do Poente abriu um cadáver e mostrou-me todos os segredos que se escondem sob a pele.
Sor Jorah Mormont interveio.
– Um meistre?
– Chamava-se Marwyn – respondeu a mulher no Idioma Comum. – Do mar. Do outro lado do mar. As Sete Terras, disse ele. Terras do Poente. Onde os homens são de ferro e os dragões governam. Ensinou-me esta língua.
(AGOT, Daenerys VII)
Ocorre que a mulher morena parece ter bons conhecimentos sobre como tratar um ferimento:
A morena lavou o ferimento com vinagre fervido*. [...] Victarion dirigiu-se à morena enquanto ela enfaixava sua mão com* linho*. [...]*
(AFFC, O Pirata)
A mulher morena estava enfaixando sua mão com linho limpo, enrolando a faixa seis vezes ao redor da palma, quando Aguado Pyke apareceu [...].
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Em verdade, o tratamento que a mulher morena vinha aplicando a Victarion era justamente o que o meistre aplicava após punção dos ferimentos:
Sangue era bom. Victarion grunhiu em aprovação. Sentou-se firme enquanto o meistre secava, apertava e limpava o pus, com quadrados de tecido macio fervidos em vinagre*. Quando terminou, a água limpa na bacia tinha se tornado uma sopa espumante. A visão por si só podia fazer qualquer homem enjoar.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A mulher morena até demonstrou ter mais intimidade com este tipo de ferimentos do que o próprio meistre Kerwin. O rosado meistre não é referência de estômago forte, claro, mas a reação de nojo da mulher morena é tão econômica, que parece apontar para certa prática no assunto:
O pus que irrompeu era grosso e amarelo como leite azedo. A mulher morena torceu o nariz para o cheiro, o meistre segurou a ânsia de vômito e até Victarion sentiu seu estômago revirar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Por outro lado, apesar de ficar parecendo pela passagem abaixo que Victarion também poderia conhecer estes procedimentos (o que não seria impossível, já que o Cão de Caça demonstrou conhece-los também quando estava com Arya), eu acredito que Victarion simplesmente está com a memória ruim, pois quem lavou primeiro o ferimento foi a mulher morena (vide citação acima):
Um arranhão de um gatinho, Victarion disse para si mesmo, depois. Lavara o corte, despejara um pouco de vinagre fervido sobre ele, enfaixara-o e deixou de pensar naquilo, acreditando que a dor diminuiria e a mão se curaria com o tempo. Em vez disso, a ferida tinha infeccionado, até que Victarion começou a se perguntar se a lâmina de Serry estava envenenada. Por que mais a ferida se recusaria a sarar?
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
De fato, como o procedimento está correto e a medicina westerosi é mais avançada do que a medieval, muitos leitores se teorizam que a mulher morena poderia estar de alguma forma envenenando Victarion, ou ao menos matando-o devagar ao fazer algo para não permitir a cicatrização do corte.
Há até mesmo uma passagem em que vimos que o único procedimento sugerido pelo meistre que não é adotado pela mulher morena é tentar drenar o ferimento em local aberto:
O meistre sugerira que o ferimento seria mais bem drenado no convés, no ar fresco e à luz do sol, mas Victarion proibira. Aquilo não era algo que sua tripulação pudesse ver. Estavam a meio mundo de casa, longe demais para deixá-los ver seu capitão de ferro começar a enferrujar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Caso ela realmente estivesse piorando a condição de Victarion, evitar o convés seria uma atitude compatível. O problema é descobrir com que finalidade ela estaria fazendo isso. O que nos leva ao próximo e principal item desta lista
· Reconhece Moqorro como perigoso
A reação explosiva da mulher morena ao ver Moqorro parece significar que ela o acha perigoso. Mas perigoso como? Para quem? Bem, a resposta depende de saber quem realmente é a mulher morena e quais seus propósitos.
Aqueles que acham que ela está sendo possuída magicamente ou servindo de olhos e ouvidos para poderes de clarividência e clariaudiência, seja por parte de Euron ou dos Warlocks, pensam que estes sabem que Moqorro põe seus planos em riscos, pois os poderes do sacerdote vermelho permitem saber que a mulher morena é uma marionente.
Já aqueles que acreditam que a mulher morena está envenenando ou adoecendo Victarion pensam que a reação dela se deu em decorrência de que ela sabe dos poderes “curativos” do sacerdote e que todo o trabalho que ela está tendo será perdido no momento em que Moqorro entrar em ação.
E há aqueles que acreditam que a mulher morena sabe que Moqorro não está ali para curar Victarion, mas sim para trazer um sofrimento ainda maior. Nesta hipótese a mulher morena estaria tentando avisar Victarion sobre o perigo que Moqorro representa, mas não tem como expressar isso devido à mudez e à personalidade tosca de Victarion.
Porém, todos concordam em um ponto: a mulher reconheceu Moqorro. A pergunta não deveria ser “que tipo de perigo ela acha que Moqorro representa”. Isso acho dificílimo de adivinhar. Mas parece um pouco mais factível se especular sobre “de onde ela conhece Moqorro ou alguém como Moqorro”.
Para isso precisamos listar as características visíveis sobre Moqorro. Aquelas que fariam alguém entender quem ele é logo à primeira vista:
  1. Porte físico impressionante
  2. Cor de pele singular
  3. Tatuagens de chamas no rosto
Quanto ao porte físico, duvido que isso faça alguma diferença para a mulher morena, haja vista que há homens como Andrik, o Sério entre os homens de ferro.
A cor de pele da pele de Moqorro pode gerar duas reações. Uma demonstração simples de racismo, como ocorreu com os primeiros Ghiscari a chegarem às Ilhas do Verão (TWOIAF, As Ilhas do Verão). Ou a cor pode realmente vir de algo que lembre “um homem que foi tostado nas chamas até que sua carne carbonizou e caiu soltando fumaça de seus ossos”.
Nesse último caso, a cor da pele de Moqorro denunciaria algum grau avançado de poder místico. O fato de a mulher morena ter percebido isto induz a pensa que ela pode ter tido algum encontro com este tipo de pessoa no passado. Um encontro traumático, claro.
Por fim, se forem as tatuagens, simplesmente a mulher morena tem algo contra sacerdotes de R’hllor.
A parte interessante é que Moqorro não mostra interesse algum na mulher. Mas Moqorro não mostra interesse algum em ninguém, nem mesmo os tripulantes que pediram que Victarion o matasse.
Os homens de Euron são compostos de “mudos e mestiços”. Isso quer dizer que os mestiços não são necessariamente mudos. Vimos, inclusive, que um dos filhos bastardos mestiços de Euron fala. Portanto, cortar a língua da mulher morena foi uma atitude deliberada de Euron. Ou ela era parte da tripulação como os demais mudos?
Por outro lado, diante de tantas possibilidades de origens estrangeiras para a mulher, fica a pergunta: ela fala a língua comum? Sequer entende o que Victarion está falando?

Propósito e futuro

Se a mulher é uma espiã de Euron, então Euron está fazendo uma farta colheita. Mas de que serve toda esta informação agora? Será útil a Euron ou aos Warlocks no futuro saber que Moqorro está com Daenerys? Ou as notícias de que Daenerys está morta já podem ser suficientes?
Em suma, que futuro existirá para a mulher morena se tantas pessoas apostam na morte de Victarion? O próprio Victarion pensa em fazê-la de camareira:
– Ela será minha esposa, e você será minha camareira. – Uma camareira sem língua nunca deixaria escapar nenhum segredo.
Ele poderia ter dito mais, mas foi então que o meistre chegou, batendo na porta da cabine, tímido como um rato.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Há também a possibilidade de que ela carregue um filho de Euron em si. Afinal, o próprio VIctarion suspeita de que Euron já havia se deitado com a mulher antes de passa-la a ele.
Por terminar as especulações sem spoilers, seria a mulher morena uma feiticeira com poderes próprios e um objetivo claro em Meereen?

Especulações com spoilers de Ventos do Inverno

O capítulo de Victarion em Ventos do Inverno não é completo. Ele termina com algumas notas sem transcrição literal dos eventos:
❖ A mulher morena sangra o braço de Victarion em uma bacia. Victarion esfrega o sangue no berrante, murmurando suavemente para ele “​Meu berrante… dragões…”;
❖ Victarion masturba a mulher morena, não há penetração. Ele pensa que não gosta de transar antes da batalha;
❖ A mulher morena o ajuda a colocar a armadura, ele faz um discurso vibrante para a tripulação, e eles velejam em direção a Meereen.
(TWOW, Victarion)
Como a mulher morena é citada em todas as notas finasi, algumas perguntas ficam no ar:
Se Euron ou os Warlocks estão assistindo VIctarion reinvindicar o berrante via mulher morena, eles teriam algo preparado para fazer caso isso acontecesse? Fazia parte dos planos?
Qual é a importância de Victarion masturbar a mulher morena? Teria alguma relação com o braço que ele usa para fazer isso? Victarion usaria seu braço fumacento para fazer algo do tipo? Por que diabos ele faria algo do tipo?
A mulher morena fica para trás no navio quando os nascidos no ferro descem para atacar Meereen. Ela pode sabotar alguma parte dos planos? Teria alguma relação com o Atador de Dragões?
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2019.10.06 04:28 altovaliriano Eddard Stark

George R. R. Martin reiteradamente afirma que nenhum personagem está a salvo da morte, uma noção que ele lapidou muito habilidosamente para estabelecer na saga. A primeira pedra da fundação desta estrutura é lançada com Eddard "Ned" Stark, ao final de A Guerra dos Tronos.
Ned é visto como personagem central do primeiro livro, no qual ele é apresentado como um pai amoroso, marido dedicado, amigo querido, líder confiável, vassalo leal, homem devoto e cumpridor de sua palavra e deveres. Estas qualidades são apontadas como as razões pela qual os leitores o identificam como o herói da história e alguém para quem torcer.
A história do personagem todos sabemos. Ned estava feliz no Norte com sua família quando notícias de que seu antigo protetor e pai de criação teria sido assassinado e seu rei (e amigo de infância) o nomeia como substituto no cargo de Mão do Rei. Desde o momento em que Ned aceita (relutante) o cargo, sua família começa sofrer com os atritos políticos entre Eddard e a família da Rainha. Em Porto Real, Eddard vai de peixe fora d'água a persona non grata enquanto investiga as circunstâncias da morte de Jon Arryn, até que perde todo o apoio político que tinha na capital com a morte do Rei Robert. Eddard tenta fazer justiça, mas é traído, humilhado e acaba por sequer ganhar a misericórdia que lhe foi prometida.
É muito apontado que Ricardo Plantageneta, o 3º Duque de York (1411-1460) seria a inspiração histórica de GRRM para Eddard Stark. O líder de sua Casa de York nos primeiros anos da Guerra das Rosas havia sido nomeado como Lorde Protetor e Regente da Coroa quando o Rei Henrique VI sofreu um colapso nervoso, traiu a Coroa e enfrentou a Rainha Margaret de Anjou, da Casa de Lancaster, mas acabou derrotado e teve sua cabeça exposta nos portões da cidade de York.
Outra inspiração histórica apontada é um dos filho de Ricardo, que viria a reinar como Ricardo III, que havia tentado usar o testamento de Eduardo IV para se tornar regente de Eduardo V... somente para depois anular o casamento de sua cunhada Elizabeth Woodville com o irmão, declarar seus sobrinhos como bastardos e tomar o trono para si. No fim, foi derrotado pelos filhos do primeiro casamento de Elizabeth.
Mas nenhuma dessas personalidades históricas pode ser tomada como referência direta à Eddard Stark, uma vez que a forma como Martin retratou Eddard parece ter sido moldada tendo em vista as necessidades da ficção e não como um estudo da história do mundo real. Portanto, é necessário avaliar a construção da personalidade de Ned Stark dentro das exigências de "As Crônicas de Gelo e Fogo".
Assim, para entender Eddard, proponho questionarmos sua criação, suas relações pessoais e suas relações políticas.
EDDARD, O ANIMAL HUMANO
Eddard nasceu como segundo filho de Rickard e Lyarra Karstark, mas sem demora foi substituído como caçula por Lyanna e Benjen. Ser um filho do meio já evoca uma série de questões sobre auto-estima e favoritismo em um núcleo familiar, especialmente em uma sociedade como a de Westeros, em que toda a fortuna da família é passada apenas para o primeiro herdeiro na linha de sucessão.
Tudo isto parecia ser verdade na família Stark. Ned relata que foi seu irmão mais velho, Brandon, quem recebeu toda a educação senhorial e era tido como o próximo senhor, até mesmo por Eddard, que não nutria nenhuma esperança de herdar Winterfell.
Neste contexto, o papel que um segundo irmão deveria desempenhar era o de leal vassalo do irmão mais velho. Não sabemos se a personalidade de Eddard foi determinante para que ele absorvesse essa postura ou se estas lições lhe foram passadas por seus pais ou por Jon Arryn. Contudo, sabemos que é assim que Eddard entendia seu papel dentro de sua família. Afinal, foram a estas lições que ele recorreu quando explicou a seu segundo filho, Bran, qual deveria ser seu papel diante do primogênito Robb.
De todo modo, se seu papel secundário e instrumental não estava claro durante sua infância em Winterfell, deve ter ficado muito claro quando foi enviado para o Ninho da Águia, para ser criado por um estranho. Ao contrário de Robert, Ned parece ter voltado pouco para a sede de sua Casa durante sua adolescência, fazendo com que seus laços com sua família e os nortenhos fossem notoriamente mais fracos do que os de Brandon, que foi criado em Vila Acidentada. Na verdade, Brandon era de tal carisma que conquistaria amigos até mesmo no Vale de Arryn.
Por outro lado, Ned é descrito como tímido, reservado, com aparência solene, coração e olhos gelados que parecem julgar os outros com desdém. Talvez isso tenha sido desenvolvido depois de adulto, e em razão das adversidades que enfrentou. Talvez estas características estivessem com ele desde que ele fosse criança. Assim, é possível que tenha deixado poucas amizades para trás quando partiu com oito anos para o Ninho da Águia.
Uma vez sob a tutela de Jon Arryn, a vida parece ter sido diferente. Como Jon Arryn havia perdido sua segunda esposa, irmão e sobrinho e não tinha filho algum, Robert e Ned eram como se fossem seus filhos mais velho e mais novo, respectivamente. Durante os nove anos que ficou por lá, é imaginável que Eddard tenha recebido muito mais deferências do que recebia de seu próprio pai em Winterfell.
Na verdade, a propalada honra de Ned Stark pode ser mais fruto de sua criação junto a Arryn do que derivada dos Stark. Não só porque a honra é uma das marcas daquela outra Casa ("Alto como a honra"), como o próprio Jon Arryn demonstrou que punha a honra frente a cega obediência (como quando se recusou a entregar Robert e Ned a Aerys e iniciou uma Rebelião por isso).
Já sobre os Stark de Rickard, por sua vez, paira uma suspeita de que tinham tanta sede de poder e influência quanto tinham de sangue (o tal "sangue de lobo"). Talvez por isso também que sejam tão notórias as diferenças entre Eddard e seus irmãos. Para além de uma mera incompatibilidade de gênios, pode ter havido uma incompatibilidade de criação.
Eddard não deixou de amar os irmãos, entretanto. Ainda que ele condene as atitudes de Brandon e Lyanna, Ned encomendou estátuas mortuárias para todos eles nas criptas de Winterfell, algo inédito na tradição Stark, que demonstra quão profundamente sentimental ele era, especialmente para seus familiares que tiveram um fim trágico.
Contudo, as vezes parece que a verdadeira família de Eddard, aquela que era dona de seu coração era triângulo que formava com Jon Arryn e Robert Baratheon. De fato, ao saber primeiro da morte de Arryn e depois da visita de Robert logo no começo de A Guerra dos Tronos, Ned vai da escuridão a luz: ele perdeu uma parte importante de sua família postiça, mas outra está a caminho para uma visita inesperada.
Por alguma razão que eu ainda não entendo completamente, entretanto, Ned parecia amar Lyanna acima até mesmo de Robert (apesar de ele achar que Robert tinha uma devoção por ela ainda maior do que a dele - AGOT, Eddard I). Nas memórias de Eddard, Lyanna era uma "menina-mulher de inigualável encanto" e, se foram verdade as especulações de que Lyanna o teria visitado às vezes enquanto ele esteve no Vale, poderia ser um indício de que entre ele e Lyanna havia uma intimidade ímpar na família Stark.
Durante "A Guerra dos Tronos", há vários instantes em que essa intimidade e as promessas que Lyanna requereu em seu leito de morte ecoaram. Mas um dos momentos que eu julgo mais significativo foi quando Robert, também em seu leito de morte, cita e imita Lyanna:
Saudarei Lyanna por você, Ned. Tome conta dos meus filhos por mim. [...]
– Eu… defenderei seus filhos como se fossem meus – respondeu lentamente.
(AGOT, Eddard XIII)
Esta coincidência parece indicar que Lyanna e Robert foram as figuras fraternas centrais na vida de Eddard.
NED, PARA OS ÍNTIMOS
Já foram explorados acima vários aspectos da personalidade íntima de Ned. Mas é preciso discriminar melhor. E o primeiro deles se refere à visão que, durante a infância, Ned tinha de sua família e vice-versa.
Sobre seu pai e mãe, pouco conhecemos através de Ned. E isso parece indicar que há uma distância, tanto porque não era um filho com deferência de nenhum deles, quanto porque ele desenvolveu sua psicologia longe de casa, sob a tutela de sua icônica figura paterna, Jon Arryn.
Sobre seus irmãos, Ned passou a vida à sombra de Brandon (sendo suplantado por ele até na tarefa de conseguir para si próprio uma dança com a garota por quem ele se apaixonou), mas até parecia apreciar esta posição, pois sentia-se mais confortável na posição de irmão cumpridor de seu dever.
Quanto à Lyanna, há muitos indícios de sua intimidade, o que talvez decorresse de seu temperamento analítico, em contraste com o sangue de loba dela. O modo como Eddard tentou persuadir Lyanna de que Robert seria um bom partido parece revelar que Eddard pensava ter algum influência sobre ela. Ao mesmo tempo, Eddard afirma que Robert não conhecia a garota como ele. Pode ser, inclusive, que a falta de de rancor de Eddard por Rhaegar e sua reação mais moderada quando o príncipe a coroou Rainha da Beleza e do Amor em Harrenhal decorram de um certo conhecimento sobre a natureza de Lyanna e de como ela poderia estar correspondendo àquilo.
Sobre Benjen, o relacionamento com Eddard parece mais distante. É curioso pensar que, sendo o outro único filho sobrevivente de Rickard e Lyarra, somente tenha se aproximado melhor de Ned nos anos entre o fim da Rebelião de Robert e seu ingresso para a Patrulha da Noite. É possível, inclusive, que essa falta de intimidade, aliada com o fato de Ned já ter retornado a Winterfell com dois filhos homens, tenham sido decisiva na decisão de Benjen ir para a Muralha.
O segundo aspecto da personalidade íntima de Eddard é como ele se portou durante sua idade adulta, enquanto fazia amigos, vivia amores e formava uma família.
Eddard nunca é descrito como sendo um homem atraente ou um amante encantador. Na verdade, Catelyn fala como ficou desapontada com ele ser mais baixo e melancólico e ter um rosto mais simples que o de Brandon. Mas ela afirma que com o tempo descobriu o amor no coração "bom e doce" de Ned.
É interessante notar que essa foi a mesma opinião que ela deu sobre o Norte a Lynesse Hightower:
Lembrava-se de como a Senhora Lynesse era jovem, bela e infeliz. Uma noite, após várias taças de vinho, confessara a Catelyn que o Norte não era lugar para uma Hightower de Vilavelha.
– Houve uma Tully de Correrrio que sentiu o mesmo um dia – Catelyn respondeu com gentileza, tentando consolá-la –, mas, com o tempo, encontrou aqui muitas coisas que podia amar.
(ASOS, Catelyn V)
Portanto, Ned é uma alegoria do Norte: inóspito, simples e melancólico, mas que guarda algum tipo beleza e calor. A próprioa Lyanna é descrita como uma bruta por alguns (meistre Yandel) e uma beleza selvagem por outros (Kevan Lannister). Sabemos que Ned não tinha a natureza da irmã, mas poderia ter um pouco dessa beleza selvagem? Talvez Ashara o tenha visto sob essa ótica? Talvez nunca saberemos.
O que sabemos com certeza é que Eddard era um marido dedicado, assim com Catelyn era uma esposa dedicada. Ironicamente, dois cumpridores de seu dever conseguiram fazer surgir amor em um casamento arranjado que era o substituto de outro casamento arranjado. A forma como Eddard se obrigou a respeitar até a crença religiosa da mulher é tocante (construindo um septo para ela e trazendo um septão a Winterfell).
Isto é diferente do tipo de amor que Robert tem por ele. A amizade entre os dois parece o típico caso em que um extrovertido carismático adota um introvertido sem amigos. Este tipo de relação - que é imposta por outra pessoa - parece ser o tipo com que Eddard lida bem. Ironicamente, poderíamos dizer que Ned só é amigo de seu "chefe", o que combina com sua lição a Jon de que um senhor nunca deve ser amigo dos homens que comanda (ADWD, Jon III).
Como pai, Ned era muito efetivo e marcou seus filhos profundamente. Podemos ver os resultados de sua criação naqueles que amadureceram antes de sua morte. Robb havia absorvido todo o dever, a honra e o senso de justiça do pai, se tornando um Eddard em pele de Tully. Jon seria sua imagem e semelhança, caso não fosse filho de outros e não tivesse sido acossado a vida inteira por Catelyn. Ainda assim, é incrível que toda essa adversidade não o tornou menos cópia de seu "pai". É notório que Jon é mais orgulhoso que Robb, mas isso é uma coisa sua, talvez um mecanismo de defesa, resultado de um complexo de inferioridade, ou apenas das falsas certezas da juventude.
Bran, Arya e Rickon eram jovens demais para que a influência do pai cristalizasse em sua personalidade. Portanto, eles hoje estão suscetíveis à influência de outras figuras paternas na jornada que enfrentam. Ainda assim, pequenas lições de Eddard continuam a ecoar neles mesmo anos mais tarde. Bran ainda se lembra sobre como seu pai dizia que apenas diante do medo os homens podem ser corajosos, e Arya procura uma matilha constantemente para não perecer como o lobo solitário 'quando os ventos brancos se erguerem'.
O caso oposto foi o que aconteceu com Theon Greyjoy. Nem todo o tratamento com deferência que lhe foi oferecido em Winterfell resultou em boas relações com Ned. Ainda que descontemos seu conflitos internos pessoais (assunto para outro texto), esta repulsa de Theon pode ser explicada pelo fato de que ele havia crescido e sido educado dentro de uma cultura que odeia os habitantes do continente, em especial os nortenhos. Portanto, diante da educação recebida nas Ilhas de Ferro e do tratamento solene que lhe era dirigido, não parece inverossímil que ele mais tarde alegue que era sempre lembrado de sua condição de prisioneiro e pense que Eddard era frio com ele.
Entretanto, como visto em A Dança dos Dragões, o verdadeiro ressentimento de Theon era saber que nunca seria parte da família Stark. De fato, havia semelhanças demais entre a história de Ned e Theon para que suponhamos que Ned não tivesse boa dose de tato quando eles se relacionavam. Ned também havia sido retirado de casa quando ainda era criança para ir morar com um estranho em uma terra estranha. Ainda que sua condição no Ninho da Águia fosse bastante menos opressora do que a de Theon em Winterfell, ninguém poderia dizer que Ned foi voluntariamente enviado para o Vale. Assim, As conclusões de Theon serão sempre injustas.
Mas esse não é o caso mais interessante e agudo entre as crianças criadas por Ned. O relacionamento mais desafiador e com mais consequência era aquele com sua filha Sansa. Comecemos por dizer que não havia nada afetivamente errado entre eles, mas as circunstâncias tornaram as falhas deste relacionamento em um sintoma do que havia de errado no próprio Eddard como Mão do Rei. Em síntese, os erros de Sansa também foram erros de Ned.
Durante os eventos sinistros que ocorreram em A Guerra dos Tronos, Ned repetidamente deixa suas filhas no escuro sobre o que realmente estava se passando. Em razão da diferença de naturezas, Arya e Sansa têm respostas diferentes às situações. Eddard tem mais sucesso em apaziguar Arya, cujas semelhanças com Lyanna podem ter ajudado com que ele a compreende-se melhor (veja: Eddard até permitiu que Arya tivesse treinamento em armas quando sabe-se que o próprio Lorde Rickard não o permitiu a Lyanna).
Contudo, Sansa não é uma garota que tinha 'ferro por baixo da beleza', como Lyanna. Sansa é a garota para quem 'a cortesia era a armadura de uma dama'. E é justamente aqui esta a falha de Eddard. Ned não tem traquejo social, não entende de sutilezas e acaba traído e executado justamente por isso. Portanto, não é nenhum coincidência ou ironia que Sansa esteja sob a tutela e controle do homem que conhecia o suficiente de sutilezas para, por exemplo, trair e garantir a execução de Ned e ainda sair de mãos limpas e levando a filha que Ned não soube lidar adequadamente.
Mas a bizarra relação pai-filha entre Mindinho e Sansa é assunto para outro texto.
LORDE EDDARD STARK
Eddard Stark foi Lorde de Winterfell e guardião do Norte por 15 anos e é amado o suficiente na região para que pessoas arrisquem as próprias vidas em intrigas e guerras para proteger seus filhos. Mas se era Brandon quem teve a educação senhorial adequada e Ned não é carismático ou tem traquejo social, como isso é possível? Muito facilmente, alguém responderia que isso se deve a um longo verão de 10 anos. Mas não é só isso, á traços da personalidade de Eddard que o tornam um bom senhor.
O primeiro deriva de uma afirmação de Catelyn lembranda por Arya quando viu Tywin Lannister em Harrenhal:
Lorde Lannister tinha um aspecto forte para um velho, com rígidas suíças douradas e uma cabeça calva. Havia algo no seu rosto que fazia Arya lembrar-se de seu pai, embora não se parecessem em nada. Tem uma cara de senhor, é só isso, disse a si mesma. Lembrava-se de ouvir a senhora sua mãe dizer ao pai para envergar a cara de senhor e ir tratar de algum assunto. O pai ria daquilo. Arya não conseguia imaginar Lorde Tywin rindo de qualquer coisa.
(ACOK, Arya VII)
Como se vê, Eddard tinha cara de Lorde. O suficiente para ser comparável a ninguém menos do que Tywin Lannister. Pode parecer irrelevante, mas é algo que o próprio Bran também nota, como Eddard assumia o rosto do Senhor de Winterfell logo no primeira capítulo do primeiro livro.
O segundo é que Ned não faz separação entre o público e o privado. Sua relação com seus próprios servos é muito pessoal. A ponto de achar que o Senhor devia ceiar com seus homens e conhecê-los, para que eles não morram por um estranho (AGOT, Arya II). Esta tipo de política pessoal é tipicamente nortenha. É o tipo de política que mais tarde Jon Snow indica a Stannis Baratheon a seguir: deixe que eles lhe conheçam e eles lhe seguirão.
Este tipo de política, contudo, não é o que seria útil em Porto Real. Mas também este erro não pode ser atribuído totalmente a Ned. O primeiro erro foi de Robert, que selecionou Ned com base na confiança, não em suas competências. Caso Robert, tivesse olhado para sua própria família (como Stannis esperava, por isso que ele partiu para Pedra do Dragão depois que Robert o pulou), talvez o conflito contra os Lannister teria sido muito mais restrito e menos danoso ao reino.
Havia sinais que Robert deixou de ler quando selecionou Eddard para o cargo de Mão. O primeiro era que Eddard era essencialmente um soldado. Jaime Lannister, quando avalia Randyll Tarly como candidato a Mão de Tommen, ele avalia que um soldado é uma "fraca Mão para tempos de paz" (AFFC, Cersei II). E isto é especialmente verdade quando notamos que Eddard é um agente político sem agenda ou ambição. Na ausência de um conflito real, ele é apenas alguém segurando a cadeira para outra pessoa (e que não via a hora de ir embora).
Talvez tenha sido o fato de que Ned continuou no Norte a se portar como um segundo irmão obediente e não causar problemas a Porto Real que tenha feito Robert pensar que Lorde Stark daria uma boa mão. Mas a postura isolacionista de Eddard deveria ter funcionado como um sinal de que o homem não saberia lidar com costumes da política sulista.
Porém, no final, Robert preferiu algo que lhe trouxesse conforto e familiaridade. E a falta de traquejo de Ned cobrou seu preço. Desde o primeiro encontro com o conselho, Eddard demonstrou que não tinha talento para fazer aliados, não estava acostumado a não ter a palavra final e tinha uma retórica rudimentar. Todas estas qualidades reunidas fazem de uma pessoa um imã de inimizades.
Fora isso, Ned não se cercou de pessoas que poderia confiar, tampouco agiu para a destituição de pessoas de quem ele desconfiava do conselho do rei (o que seria de alguma fácil de conseguir, já que metade do conselho era de baixo nascimento).
Por fim, quando seus erros de cálculo se acumularam e circunstância fora de seu controle se mostraram desfavoráveis, Eddard julgou que poderia usar seu cargo e uma força mercenária (patrulheiros da cidade subornados) para resolver tudo e cometeu mais um erro de subestimar Cersei, dando-lhe uma chance de fugir, no que ele classificou como "a loucura da misericórida".
No final, os Lannisters usaram sua própria honra contra ele, fazendo com que ele confessasse ter fabricado a verdade pela qual seus homens morreram em seu golpe de estado fracassado.
EDDARD, O MORTO
Primeiro, temos que afirmar o óbvio: Ned não está vivendo uma segunda vida em algum pombo em Porto Real, como afirma a infame e bizarra teoria. Nós estivemos na cabeça de Eddard e ele nunca teve sonhos de warg ou qualquer experiência de troca-peles.
Mas, fora de questões lúdicas, por que Martin matou Ned?
Algumas pessoas pensam que, ao matá-lo, GRRM estava dando o tom dos livros. Pessoas sem capacidade de se adaptar não estariam aptos a serem parte do jogo dos tronos e seriam alvo fácil para jogadores mais talentosos e experientes.
Outros afirmam que foi justamente para mostrar que assim eram as políticas medievais, e que Martin está apenas sendo realista e fiel ao tom da história de nosso mundo. Porém, Martin já afirmou enfaticamente não ter ou defender uma visão niilista do mundo.
Eu gostaria de propor uma terceira via: que Ned foi morto por circunstâncias fora de seu controle. Afinal, no fim, sua morte não era prevista nem por seus inimigos. Foi apenas um capricho de Joffrey, assim como a tentativa de assassinato de Bran.
Qualquer que tenha sido a razão para Ned morrer pela própria espada que ele executa Gared no início dos livros, a morte de Eddard aparentemente já era prenunciada (foreshadowed) desde o começo do livro, com a descoberta a loba gigante morta e seus filhotes desamparados perdidos no mundo.
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2019.09.05 04:04 AlexDeck43 Usar emojis en WhatsApp aumenta la posibilidad de tener sexo

No, el envío masivo de emoji melocotón, berenjena y gotitas no garantiza que tu interlocutor se deshaga en deseos. Las relaciones sexuales y la comunicación por vía digital son mucho más complejas que eso. Lo que sí acaba de confirmar un estudio de la Universidad de Zurich es que existe una relación entre el uso de emoji por parte de personas solteras que se están conociendo en un contexto romántico y sexual y la prosperidad de esos encuentros. Conocer a una persona a través de alguna plataforma en línea (apps para ligar, Instagram…) no solo es cada vez más corriente, sino que ya es la manera más común de hacerlo, señalaba el pasado julio una investigación de la Universidad de Stanford. Donde antes la única manera de saber si una persona podría convertirse en ligue era agudizando los sentidos para captar señales en el lenguaje corporal ajeno en bares, por la calle o en una reunión de amigos, ahora esa primera fase se da a menudo a través de las pantallas. Un scroll a la derecha o unos cuantos ‘me gusta’ sirven como primer acercamiento. Y en caso de reciprocidad, se abre la ventana de chat y comienza el cortejo.
“Comenzamos esta investigación porque estábamos interesados en conocer cómo las personas pueden establecer una conexión en línea a través de mensajes de texto cuando tiene tan poca información sensorial, como lenguaje no verbal o señales faciales, para ayudar a interpretar los mensajes y su tono”, explica a S Moda Amanda N. Gesselman, coautora de Emoji como señales afectivas en la comunicación digital orientada a las relaciones junto a Vivian P. Ta y Justin R. Garcia. “Con el aumento de la popularidad de los emojis, pensamos en ellos como posibles herramientas para insertar parte de ese comportamiento no verbal en conversaciones de texto y crear una conexión más fuerte, transmitir compatibilidad, etc”.
A través de una muestra de adultos solteros estadounidenses, los investigadores han examinado la frecuencia, las actitudes y los motivos del uso del emoji de estos con sus posibles parejas y han hallado una relación: “Proporcionan una vía para expresar el afecto, conocerse y construir intimidad, que a su vez puede dar lugar a más oportunidades para el cara a cara que permitan evaluar la compatibilidad y la atracción”. Su uso se relaciona entonces con “más oportunidades para formar conexiones románticas y sexuales, más primeras citas y más actividad sexual”.

Menos señales pero una comunicación más explícita

La comunicación a través de la pantalla no solo restringe las señales, también abre otras puertas. “Cuando estamos conociendo a una persona nos surgen emociones que en muchas ocasiones tendemos (o tendíamos) a reprimir, a no expresar con palabras de una forma explícita por miedo al rechazo, a no ser apropiados, a no gustar o no ser deseables”, cuenta la sexóloga Elena Requena a S Moda. “Estos nuevos canales establecen nuevas normas, nos sentimos protegidos por nuestras pantallas, y al sentirnos más seguros, somos capaces de ser, a menudo, más claros y más explícitos a la hora de hacernos entender”.

El peso de lo visual en la erótica actual

El estudio de Gesselman y sus colaboradores reconoce sus limitaciones: no saben cómo fueron las percepciones y reacciones ante el uso de esos emoji en las conversaciones ni cuáles en concreto son más efectivos para ayudar a formar conexiones entre las personas. Pero sí hay otras investigaciones recientes, como la realizada por el departamento de Psicología de la Universidad de Columbia Británica (Canadá), que ponen sobre la mesa qué tipos de emoji son más usados y dados a iniciar el sexting. “El uso de emoji juega un papel importante en el envío y recepción de mensajes sexualmente sugestivos”, señalan las expertas a cargo de la investigación. El 54% de los 693 participantes aseguró que los emoji aparecen en sus mensajes a veces, a menudo o siempre. Y de quienes los enviaron en un contexto íntimo, el 51% afirma que usarlos dio pie a un comportamiento sexualmente sugerente. Los tres emoji no faciales más usados en mensajes de carga sexual son la lengua, la berenjena y las gotas de sudor. La cara de media sonrisa, la de guiño y la de beso con corazón comparten el ranking. El estudio demuestra que “la extroversión y el número de parejas sexuales casuales están significativamente relacionados con el uso de emoji sexualmente sugestivos”.
La sexóloga Elena Requena explica este éxito. “Si nos centramos en las diferentes formas de encuentros eróticos, cualquier estímulo más o menos visual, puede actuar como catalizador. Con este tipo de dibujo o representación podemos hacernos entender y sentir mejor. Y esa barrera que antes comentábamos puede ser menor si podemos transmitir diferentes emociones a través de estas figuras”.
Es un fenómeno propio de un momento en el que lo visual prima frente a otras vías comunicativas. “Estamos rodeados de imágenes que dictan nuestro comportamiento, nuestra forma de vestir, de comer, de relacionarnos. Esas mismas imágenes son la herramienta más usada, con más o menos suerte, para atraer o para excitarnos”, apunta Elena Requena. “Todo es muy explícito: el porno, los desnudos, etc”. Esto, según entiende la sexóloga, tiene una parte negativa: “Deja muy poco a la imaginación para que nuestro cerebro construya lo que desea en base a unas cuantas pistas. La fantasía”. A pesar de que surgen con mayor respuesta otras formas de erótica que buscan apoyo en estímulos no visuales, como los podcasts, si esas imágenes que imperan o el uso de emoji no van acompañados de algo más, estos “cada vez tendrá menos impacto en nuestro cerebro, y nuestra erótica se hará más pobre, seguirá siendo muy genital, y poco peculiar”, señala Requena.

Los emoji como complemento al juego erótico

El estudio de la Universidad de Zurich subraya que, aunque no ha sido posible determinar si es el uso de emoji lo que conduce a tener más citas y más cantidad de sexo o viceversa, sí está clara la relación entre ambos. “El uso de emoji es una característica extendida entre aquellos que han presentado rasgos relacionados con relaciones de mejor calidad, como mayores niveles de inteligencia emocional”. Requena subraya al respecto el poder de estas imágenes en “la creación de un ambiente de intimidad”, algo que “puede ser enriquecedor dadas las limitaciones del medio usado para comunicarse”. Pero no potenciaría su uso más allá de los comienzos de esa relación: “Una vez que ya nos hemos conocido mejor es preferible seguir la relación, siempre que sea posible, de una forma física. La comunicación a través de medios digitales puede ser a veces confusa, puede haber malentendidos, sobre todo al principio”. Pero sin perder de vista sus virtudes: “También este medio nos hace sentirnos más libres de expresarnos y quizás bajar la guardia mostrándonos de una forma más honesta respecto a nuestros deseos, generar un ambiente de libertad y construir un escenario donde la imaginación juega un papel esencial”.
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2019.01.20 03:37 show4yu ¿Relación casual? Lo mejor que ofrece un sitio de citas

Todos en algún momento hemos quedado solteros y sin ninguna atadura sentimental. Y por lo general luego de salir de relaciones largas y formales, en un buen rato no se quiere llegar inmediatamente a otro “ligue”. Te lanzas de lleno con las salidas casuales, así activas de nuevo aquella página de citas en donde te habías dado de baja algún tiempo atrás, y listo ya estás de vuelta en el juego del chanceo.
Es más sencillo una vez que estas claro, vas coincidir con una chica que al igual que tú, solo quiere pasar momentos juntos si llegar a más. Ya hoy día hay aplicaciones bien específicas para estos casos, incluso algunos sólo debes encender tu GPS y estarás conectando con mujeres cercanas a ti que solo desean un encuentro rápido.
Más de una vez te vas a conseguir que ellas te vayan a contactar a ti, no te intimides ante esta nueva forma de flirteo. La mujer actual cada día es más segura, así como ha ganado campo en su área de trabajo y estatus en la sociedad, se ha empoderado y eso incluye manejar abiertamente su intimidad. Si aún no te ha tocado pues ¡abre tu mente!, y déjate llevar por esta nueva experiencia.
Al estar en contacto continuamente es posible que salgan regularmente, así pues es una manera de llegar a lo que llaman hoy día “amigos con beneficios”, que es otra opción bastante común. Tendrás una variante de amiga con quien conversar y una pareja de intimidad sin llegar a ser ni exclusivos, ni tener ataduras formales.
Es que definitivamente en la actualidad como se dice comúnmente, mientras los dos estén de acuerdo “todo se vale”. La mejor forma es disfrutar lo que dure y no pensar tanto en las reglas sociales. Se ha dado casos que uno de los dos quiere mantener o prolongar estas relaciones, si no es tu caso lo mejor es ser claro, siempre la verdad deja puertas abiertas.
Más importante aún es que estas viviendo una etapa de tu vida que decidiste llevarla relajado, sin apuros ni exigencias. Que en mucho te lo ha facilitado un sitio de citas, ya que están en el boom de las nuevas relaciones. Además, lejos de minimizarlas han hecho que miles y millones de parejas se conecten, indistintamente que sea algo de una sola vez o seguir viéndose.
Seguramente que ya dentro del ritmo de las salidas has pensado en donde tendrás tus primeros encuentros, preferiblemente escoge sitios concurridos. Recuerda cuando sales con una chica siempre debes saber a dónde llevarla, nunca recurras a la pregunta que les cuesta tanto responder: ¿adónde quieres ir? Mantén un plan desde el inicio siempre dejando una sutil sugerencia de que ella está decidiendo sin decirlo.
Siempre habrá la posibilidad de que te quedes enganchado en una buena cita, pero y ¿a quién no le ha pasado? Disfrutar es la premisa que debes mantener, lo que se dé naturalmente pues recíbelo como parte de tus nuevas experiencias.
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2017.09.15 04:53 albedrio La cama se paga aparte

El nuevo novio de mi ex se ha instalado en mi casa, ¿puedo desahuciarle? La vivienda había sido adjudicada a la esposa en el momento de la disolución matrimonial, quien como usuaria del piso puede consentir la permanencia de un tercero La Audiencia Provincial de Madrid ha resuelto un caso en el que el exmarido pretendía desahuciar al compañero sentimental de su exmujer, que convivía con ella en la vivienda que le fue adjudicada en el divorcio para que residieran ella y sus hijos menores. La pareja sentimental de su ex se instaló en el piso y no abonaba ninguna renta. A lo que hay que añadir que la casa era de titularidad exclusiva del esposo.
Casos como éstos son numerosos en la vida real, y es que es lógico que las parejas, tras la ruptura, rehagan su vida sentimental. No obstante, hay situaciones que podemos ver, desde un punto de vista humano, como ilógicas o quizás injustas, todo depende de la perspectiva.
Lo que dijo el Juzgado
Ya el Juzgado de Primera Instancia desestimó la demanda interpuesta por el exmarido. Éste intentó que se echara al "ocupante" del piso mediante un desahucio "por precario" esto es, por utilizar el inmueble, sin pagar renta a cambio, y sin ser titular de ningún derecho (ni ser propietario ni ser arrendador). La nueva pareja vivía en el piso, evidentemente, con el consentimiento y autorización de su exmujer.
El exmarido consideraba además que había sufrido un empobrecimiento por culpa de dicha situación, y exigió que se le indemnizara con 11.000 euros, calculada a razón de 640 euros mensuales, que sería el importe de un alquiler de similares características. Se daba la circunstancia de que el hijo del demandado convivía también junto con los hijos comunes de ambos cónyuges.
La sentencia rechazó la demanda al entender que el derecho del demandado, actual pareja de su ex, provenía del consentimiento por convivencia, derivado de su relación de afectividad con la persona que tenía el uso del inmueble; y tampoco cabía hablar de enriquecimiento injusto del demandado o empobrecimiento correlativo del exmarido.
MÁS INFORMACIÓN El nuevo novio de mi ex se ha instalado en mi casa, ¿puedo desahuciarle? ¿Puedo demandar a mi pareja por infiel? El nuevo novio de mi ex se ha instalado en mi casa, ¿puedo desahuciarle? Cómo resolver los conflictos entre padres e hijos y entre cónyuges sin ir al juzgado Otros casos similares resueltos por la justicia
Por su parte, la Audiencia echa mano de otros casos similares resueltos por la justicia para fundamentar su fallo. Así, en otra sentencia dictada por la Audiencia Provincial de Madrid de 5 de mayo de 2011, se dijo que sí existía legitimidad en la ocupación del inmueble por el tercero aunque no exista consentimiento del propietario, dada la atribución judicial del derecho al uso de la vivienda. Asimismo, se rechazaba que existiera un daño patrimonial para el titular de la finca. Añade que aunque la queja sea humanamente comprensible, es jurídicamente inatendible. Se trata de un sentimiento de injusticia por la utilización de la vivienda por una tercera persona que no paga nada por ello.
Frente a este criterio, otras sentencias, como la dictada por la Audiencia Provincial de Almería de 19 de marzo de 2007, entienden que se ha producido una modificación esencial de las circunstancias que en su momento se tuvieron en cuenta para establecer el uso y disfrute. Se indicaba que si el cónyuge al que se le atribuye el uso del inmueble quiere fundar una familia con una tercera persona, lo oportuno sería liquidar la sociedad de gananciales, formando un nuevo hogar y renunciar al privilegio del que venía disfrutando dada su anterior situación.
El derecho al uso de la vivienda
La sentencia señala además que el derecho al uso y disfrute de la vivienda atribuido al progenitor que tiene la custodia de los hijos menores no solamente es para el cuidado o guarda de los mismos, sino también para que establezcan en él su domicilio familiar. Se trata por tanto, de un reducto de intimidad, donde el progenitor al que se le atribuye el uso, pueda establecer relaciones estables de pareja con quien estime conveniente o relaciones familiares con otros miembros de su familia.
En definitiva, la facultad del titular del derecho a usar la vivienda ampara no solo el impedir la entrada o permanencia a quien estime conveniente, sino también permitir la entrada y permanencia en su domicilio a cualquier persona siempre que no perjudique los derechos e intereses de los hijos (lo que sería objeto de revisión vía modificación de medidas).
Además, el Código Civil no contempla la convivencia marital como causa de extinción del derecho de uso sobre la vivienda, incluso cuando no haya hijos comunes.
¿Y qué hay de una posible indemnización?
Tampoco prosperó el recurso en este punto, pues no se dan a juicio del tribunal los requisitos necesarios. El marido no acreditó que su ex hubiera reducido sus gastos ordinarios como agua, luz, gas, etc, al compartirlos con otra persona. Además, el hecho de que la pareja conviva sin pagar alquiler no supone un empobrecimiento para el exmarido, pues no ha visto empeorar sus expectativas con esta nueva situación. en definitiva, sigue sin poder utilizar la casa para sí o arrendarla a un tercero, porque el uso está atribuido a la exesposa con los hijos durante su minoría de edad.
¿Laguna legal?
La propia sentencia indica que en este punto nada dice el Código Civil, a diferencia del derecho civil autonómico, como la ley valenciana o la ley vasca de relaciones familiares en supuestos de separación o ruptura de los progenitores. En ambos casos sí se pueden contemplar situaciones similares con el fin de evitar resultados que pueden ser ajenos a la equidad o justicia.
Posibilidades de resarcimiento
En cuanto a la compensación económica a una situación como la que se plantea en este caso, pasaría por la solicitud de rebaja de la pensión a través del proceso matrimonial de "modificación de medidas". Ante una circunstancia sobrevenida como ésta sería posible rebajar la pensión dado que el compartir el uso de la vivienda con su nueva pareja, supone un ahorro o beneficio económico a un tercero.
En relación con este punto, la sentencia cita una reciente resolución del Tribunal Supremo, de 19 de enero de 2017, que redujo la pensión de alimentos por considerar que el progenitor que tiene la custodia de los hijos y el tercero con el que convive, entendidos como nueva familia, se benefician del uso de la vivienda familiar adjudicada a los niños, y por lo tanto, la contribución del padre debe ser menor.
Al menos el marido no fue condenado a las costas del juicio, y es que el asunto es considerado como jurídicamente dudoso por el propio tribunal.
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2017.03.03 17:39 lulydelmar1 Preguntas Frecuentes para los clientes de las transputis "Katy, Leiza, Lily y Aki"... quién sabe, por ahí las muñecas sexuales, terminen uniendo a los distintos autobuses en una "causa común", incluído el Colectivo Hetaira. "[email protected] contra las transputis"

"Preguntas frecuentes" http://www.lumidolls.com/preguntasfrecuentes/
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El primer burdel de muñecas sexuales de Europa abre sus puertas en Barcelona https://actualidad.rt.com/actualidad/232313-primer-burdel-europeo-munecas-esta
Supongo que tanto para los de "hazte oir" como para las "feministas", la aparición de las muñecas sexuales, les generaran cierto trastornos ideológicos difíciles de resolver. Pero en definitiva es un debate ideológico, que puede generar diversas posiciones e incluso posiciones idénticas entre los distintos autobuses.
Lo que si tengo muy claro es cuál será la posición del Colectivo Hetaira de las trabajadoras del sexo, más allá de toda cuestión ideológica de proliferar este nuevo invento de la industria del sexo.
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2016.06.05 19:48 ShaunaDorothy EE.UU.: Cacería de brujas asesina “Delincuentes sexuales” marcados por el estado: Parias de por vida (Febrero de 2014)

https://archive.is/HdHvI
Espartaco No. 40 Febrero de 2014
Durante las últimas décadas, la policía sexual de este país ha capturado a cerca de un millón de personas. Se les encarcela, se les humilla públicamente y se les pone en peligro mediante los registros de “delincuentes sexuales” en Internet, se les rastrea con tobilleras de GPS, se les expulsa de sus propias comunidades y se les obliga a vivir bajo los puentes o en los bosques. Se han convertido en parias sociales, en los leprosos de la actualidad.
Incluso mientras el matrimonio gay —y los boy scouts (abiertamente) gays— son cada vez más aceptados, el esfuerzo de los gobernantes por legislar el sexo y la “moralidad” parece no tener fin. Su más reciente expresión es el frenesí azuzado contra un supuesto brote de incorregibles “depredadores sexuales”, especialmente los que supuestamente tienen como blanco a niños en Internet (es decir, un mundo fantástico) o a través de la pornografía (también pura fantasía). No hay tal epidemia; sin embargo, parece haber un gran número de policías infiltrados al acecho en los chat rooms. Se ha victimizado a miles sólo por mirar pornografía o por intentar comunicarse con otros, por no hablar del sexo consensual con menores, nada de lo cual sería un crimen en una sociedad racional.
Tal como ocurrió con la histeria de los años ochenta y noventa sobre las supuestas redes satánicas de abuso de menores en las guarderías, el depredador de Internet es un mito manufacturado por el gobierno y los medios. Incitando y manipulando el miedo y las actitudes sociales atrasadas, su finalidad subyacente es legitimar y fortalecer los poderes del estado capitalista. Mientras los políticos demócratas y republicanos sermonean sobre “proteger a nuestra niñez”, los imperialistas estadounidenses bombardean a niños en todo el mundo y millones pasan hambre incluso en este país, donde la tasa de mortalidad infantil llega al lugar 51 del mundo.
Entre las innovaciones legales más perniciosas, diseñadas para aumentar el control del gobierno, están las leyes federales que firmó el presidente demócrata Bill Clinton a mediados de los noventa y que le exigen a los delincuentes sexuales liberados que se registren en Internet y notifiquen a la comunidad su paradero. Otro estatuto le exige a las autoridades estatales que transmitan sus datos y huellas digitales al FBI para que éste forme una base de datos nacional. También está el “confinamiento civil”, que permite mantener a los prisioneros recluidos más allá del término de sus sentencias. Con estas leyes, los convictos de delitos sexuales se ven inmersos en un laberinto kafkiano de presunta culpabilidad, ostracismo social, castigos preventivos, miedo y violencia, frecuentemente de por vida.
Para Charles Parker de Jonesville, Carolina del Sur, y para su esposa, registrarse como delincuente sexual fue una sentencia de muerte. En julio, Jeremy Moody halló el nombre de Parker en el registro y ubicó su hogar en un mapa, se dirigió ahí y disparó y apuñaló a la pareja. “No he venido a robarte. He venido a matarte porque eres un abusador de niños”, dijo Moody, quien tiene la palabra “skinhead” [cabeza rapada] tatuada en el cuello. (Parker no había sido convicto por abuso de menores.) Posteriormente, Moody admitió que se preparaba para matar a otra persona que figuraba en el registro.
Un caso de estudio: Los Friedman
Hace poco volvió a las noticias el caso de Arnold Friedman y su hijo adolescente Jesse, documentado en la escalofriante película nominada al Oscar de 2003 Capturando a los Friedman. La película muestra cómo los dos hombres de Long Island, víctimas del abuso policiaco, la histeria de la comunidad y el sesgo judicial, fueron obligados a confesar en falso decenas de casos de abuso de menores que supuestamente ocurrieron en las clases de computación de Arnold, con la ayuda de Jesse. Un amigo adolescente de éste, Ross Goldstein, también fue condenado a trece meses de prisión tras ser obligado a confesar y a hacer acusaciones falsas contra Jesse.
Los cargos de esa cacería de brujas iban desde lo inverosímil hasta lo imposible. Como lo puso Jesse Friedman, un niño de diez años que asistía a las clases semanalmente alegó que había sido forzado a tener sexo anal u oral 30 veces en un periodo de diez semanas y —tras reinscribirse— fue violado 41 veces a lo largo del siguiente año. Entre lo que un cargo describía como abusos en grupo se incluía el “salto de rana”, en el cual Arnold y Jesse supuestamente sodomizaban a toda la clase de niños desnudos saltando de uno al otro. Pese a las historias de violencia física, abuso verbal y sexo forzado frente a toda la clase, no se presentó una sola evidencia: ni moretones ni ropa manchada de sangre. Ni uno solo de los padres expresó la menor sospecha hasta que la policía llegó a sus casas a interrogar a sus hijos.
El único hecho incuestionable es que en 1987 los agentes aduanales interceptaron un paquete dirigido a Arnold Friedman que contenía pornografía infantil, lo que llevó a la policía a allanar el hogar de los Friedman en el suburbio de Nueva York de Great Neck. La policía confiscó unas 20 revistas de pornografía infantil tomadas de varias partes de la casa y una lista de los niños que asistían a las clases de Arnold.
¡Al poseer pornografía infantil, Arnold Friedman no cometió crimen alguno! Fotografías, sexo de fantasía, entretenimiento: la pornografía no hace daño a nadie. ¿Cuántos de nosotros podríamos librarnos de la prisión si los “pensamientos desviados” se castigaran con cárcel? Al contrario de ciertos feministas y de los maoístas del Revolutionary Communist Party [Partido Comunista Revolucionario], quienes quisieran prohibir la pornografía sobre la espuria base de que provoca violencia contra la mujer, nosotros reconocemos que las leyes antipornografía dañan a todos al legitimar la censura y desatar la interferencia estatal en la vida privada. Nos oponemos a las leyes contra la pornografía y a las leyes contra los “crímenes sin víctimas”, como la prostitución, las drogas y las apuestas. ¡El gobierno debería sacar los ojos, oídos y narices de las alcobas y de las vidas privadas de la gente!
Según la retorcida lógica que esta sociedad promueve, Arnold Friedman, espectador de pornografía, debía ser por lo tanto un abusador de menores, por lo que fue condenado a una sentencia de diez a 30 años de prisión y murió en la cárcel en 1995, aparentemente por suicidio. Jesse recibió una sentencia de seis a 18 años tras las rejas. Lo liberaron en 2001 después de trece años, sólo para que comenzara una cadena perpetua de persecución legal y social.
Ya antes de que comenzara el juicio, las autoridades promovieron la noción de que cada uno de los estudiantes de Arnold debía ser considerado una víctima. Cientos de padres de familia histéricos se apiñaron en reuniones comunitarias exigiendo asesoría sobre cómo ayudar a sus hijos. Se les dijo que fueran a terapia. Años después, muchas supuestas víctimas testificaron respecto al terrible daño que sufrieron ellos y sus familias cuando el estado los obligó a inventar historias, y luego por la subsiguiente “terapia” basada en esas ficciones.
En 2013, la oficina del mismo fiscal que condenó a los Friedman revisó el caso en respuesta a una acusación de calumnia que el Tribunal de Apelaciones del II Distrito emitió en 2010. El tribunal escribió: “Aquí las actas indican una ‘probabilidad razonable’ de que Jesse Friedman fuera injustamente sentenciado”. Para la revisión de la fiscalía, Ross Goldstein (a quien los documentos legales se refieren como Kenneth Doe) habló por primera vez en 23 años. En un documento de nueve páginas dirigido al fiscal de distrito, afirmó: “Ninguno de los sucesos que Kenneth Doe supuestamente describió o que se atribuyen a él tuvo lugar en realidad”. Goldstein reunió a numerosos ex alumnos que hoy afirman que en las clases no ocurrió absolutamente nada y que la policía los intimidó para que rindieran falsos testimonios. Sin embargo (predeciblemente), el resultado del autoexamen fue que la oficina del fiscal se absolvió a sí misma de cualquier falta en el proceso.
La sexualidad infantil y el estado
El caso Friedman, una tragedia incesante para toda una familia, subraya varias cuestiones políticas importantes. El enfoque de la Spartacist League deriva de nuestra concepción marxista del mundo y nos enfrenta con el moralismo burgués y con frecuencia también con muchos grupos autodenominados socialistas. La sexualidad humana es muy amplia, pero su práctica está condicionada por cada sociedad particular. La sociedad burguesa estadounidense, con su componente de fanatismo religioso, destina una cantidad considerable de energía a delimitar los apetitos sexuales en nombre del orden social. Con sus policías, jueces y prisiones, la intervención del estado en las relaciones sexuales privadas tiene como fin imponer la moralidad que profesa la burguesía, y con frecuencia transforma una experiencia inofensiva y muchas veces positiva en una pesadilla. El estado burgués no es ni un árbitro neutral ni un protector de la ciudadanía; existe para asegurar la conservación del dominio capitalista.
La premisa de muchas leyes contra el sexo es que los niños son seres asexuales. De manera absurda, los púberes y los adolescentes con las hormonas desbocadas son considerados niños. De hecho, la sexualidad es parte de la constitución humana desde la infancia. Como discutimos con amplitud en el artículo “Unholy Alliance of Feminists and Christian Right—Satan, the State and Anti-Sex Hysteria” (La impía alianza de los feministas y la derecha cristiana—Satanás, el estado y la histeria antisexo, Women and Revolution No. 45, invierno-primavera de 1996), los niños son pequeños animales inquisitivos que en su camino a la madurez llevan a cabo experiencias y observaciones sexuales y de todo tipo. Tal como ocurre con otras especies de primates, el sexo entre los humanos tiene un amplio componente de aprendizaje. Hoy, en gran parte del país se le niega a la juventud el acceso oportuno a los métodos anticonceptivos y a la educación sexual, dejándola vulnerable a los embarazos no deseados y a las enfermedades de transmisión sexual. Si intenta actuar como la televisión e Internet le enseña, se mete en problemas.
Las leyes contra el estupro varían mucho de un estado a otro, pero todas criminalizan toda actividad que un tribunal considere sexual por el solo hecho de que un menor (alguien que no haya llegado a la “edad de consentimiento”) participe en ella, independientemente de si lo que suceda sea o no consensual. La ley mezcla deliberadamente el sexo consensual con el ataque sexual violento y con la violación. Cualquiera que sea hallado culpable de haber tenido sexo con un menor, o cualquier cosa considerada contacto sexual, se considera automáticamente un delincuente violento. La designación “depredador” puede aplicarse cuando un tribunal decide que una relación fue establecida o promovida con fines de “victimización”.
El único lineamiento para cualquier relación sexual debería ser el consentimiento efectivo —es decir, el entendimiento mutuo de las partes participantes— independientemente de la edad, el género o la preferencia sexual. Sin duda, determinar incluso lo más básico —por ejemplo, si un acto tuvo lugar realmente y si fue consensual— puede ser problemático a veces. Y ciertamente hay muchos casos en que la víctima de una violación o de un abuso violento puede recurrir a la ley. Al mismo tiempo, como alguna vez comentó el dramaturgo irlandés Brendan Behan en un contexto diferente: “Nunca he visto una situación tan terrible que un policía no pueda empeorar”. Además, desentrañar las cuestiones de la sexualidad humana del entramado de prejuicios sociales es casi imposible en esta sociedad dividida en clases y razas. Libre de la crueldad y la fría indiferencia que resultan de la búsqueda de ganancia, una sociedad socialista buscaría un enfoque científico a estas cuestiones difíciles.
Enciérrenlos...
Las leyes antisexo han creado una enorme masa de blancos potenciales, alimentando pesquisas con vastas sumas de dinero para trabajo encubierto y alentando procesos fraudulentos mediante el uso de oscuras invenciones siquiátricas y “testigos expertos”. En consecuencia, cada vez más víctimas caen en las fauces del sistema carcelario estadounidense, que ya es el mayor del mundo. Las cifras de la guerra contra los “depravados” sexuales se suman a las de la anterior “guerra contra el crimen” y a la continua “guerra contra las drogas”, eufemismos para nombrar la persecución legal racista que ha cuadruplicado la población carcelaria a cerca de 2.2 millones de personas al día de hoy, de las cuales casi la mitad son negras.
Desde los años setenta hasta hoy, el número de personas encarceladas como delincuentes sexuales se ha multiplicado. El libro Sex Panic and the Punitive State (Pánico sexual y el estado punitivo, University of California Press, 2011), de Roger N. Lancaster, aporta una investigación útil que describe el desarrollo de estos pánicos y muestra con precisión cuán vasto es el archipiélago de víctimas de la persecución sexual estatal. Lancaster escribe: “Nacionalmente, los casos reportados de abuso infantil saltaron de seis mil en 1976 a 113 mil en 1985 y a 350 mil en 1988: la cifra se multiplicó 58 veces en doce años”. Apuntando al terror irracional al “desconocido que acecha”, en un artículo publicado en el New York Times del 20 de agosto de 2011 titulado “Sex Offenders: The Last Pariahs” [Delincuentes sexuales: Los últimos parias], señaló: “El riesgo de que un niño sea asesinado por un depredador sexual desconocido es comparable al de morir fulminado por un rayo”. Lancaster también señala que “la mayoría de los perpetradores de abusos sexuales son miembros de la familia, parientes cercanos, amigos o conocidos de la familia de la víctima”.
Las cacerías de brujas antisexo han sido usadas para deshacerse de elementos básicos que los estadounidenses habían aprendido a considerar inherentes a la democracia, así como la “guerra contra el terrorismo” ha destripado toda una gama de derechos constitucionales. Como puede verse en el caso Friedman, lo primero que se pierde es la privacidad, seguida de la presunción de inocencia, cuando los acusados son satanizados. Luego se marca a los convictos de por vida. Hoy, cerca de 750 mil personas están en el registro de Internet que instituyó la “Ley Megan” de la era Clinton, promulgada tras el brutal asesinato de la pequeña Megan Kanka de siete años en un ataque sexual en 1994.
Al salir de la cárcel, Jesse Friedman —quien para empezar no había hecho nada— fue clasificado como “depredador sexual violento nivel III”, es decir, como alguien en alto riesgo de reincidir y como una amenaza a la seguridad pública. Como tal, tuvo que abandonar su casa tres veces. Con respecto a las restricciones de residencia, que le prohíben la proximidad con niños, escribió en su página web: “Si miras un mapa, te darás cuenta de que eso significa prácticamente cualquier parte. En algunos estados y ciudades se me prohibiría estar en cualquier lugar ‘donde se sabe que los niños se congregan’, incluyendo bibliotecas, museos, acuarios, playas e incluso eventos deportivos públicos”. “La Ley Megan”, escribió, “es el exilio social”.
Otros miles han sido convertidos en parias de manera similar. En Southampton, un destino vacacional para las celebridades neoyorquinas y los tiburones de Wall Street, unos 40 hombres convictos de diversos delitos sexuales se ven obligados a vivir en dos tráilers alejados de los centros habitados. Sólo uno de los tráilers tiene regadera y los que viven en el otro tienen que tomar el autobús dos veces por semana para ducharse.
La novela agudamente realista de Russell Banks, Lost Memory of Skin (La memoria perdida de la piel, HarperCollins, 2011), explora el horrendo mundo de los nuevos parias. El héroe es un joven tímido e ingenuo al que se le llama “el Chico”, cuyo fiel compañero y único amigo es su iguana Iggy. El Chico va a conocer a “brandi18”, con quien había tratado sólo por Internet, sólo para encontrarse con que en casa de ella lo esperan el padre de Brandi y cinco policías. Tras ser arrestado y condenado, se halla a sí mismo sin hogar, viviendo bajo un puente junto a otros “delincuentes sexuales”, pepenando comida de los basureros. En nombre de políticos que buscan un encabezado de prensa, la policía allana incluso ese lugar diminuto, sucio y semioculto, con resultados trágicos. A estos hombres del puente se les obliga implacablemente a recargar constantemente sus tobilleras de monitoreo:
“Toma media hora cargar completamente la batería del monitor, y durante esa media hora el Chico se siente íntimamente conectado a los demás millones de delincuentes sexuales, jóvenes, viejos y de otras edades...todos los cuales han conectado sus tobilleras electrónicas a contactos y están sentados en alcobas, salas y sótanos de casas, apartamentos y remolques, en estacionamientos, refugios de indigentes, parques públicos, aeropuertos, estaciones de tren, salas de espera, oficinas, en las trastiendas de restaurantes de comida rápida, bajo pasos a desnivel y puentes peatonales —como si todos ellos fueran hojas temblorosas en las ramas grandes y pequeñas de un vasto árbol eléctrico cuya sombra cubriera todo el país—”.
...y tiren la llave
Las diversas leyes estatales y federales de “confinamiento civil” que se han aprobado desde 1990 son una burla de la noción de “cumplir tu sentencia” y de la pretendida rehabilitación. Por ejemplo, la “Ley Adam Walsh de Protección y Seguridad de los Niños” de 2006 posibilita la detención indefinida de cualquier prisionero federal —incluso si nunca ha sido convicto de ningún delito sexual— que haya cumplido su sentencia pero sea considerado mentalmente “anormal” y se crea probable que cometa algún delito sexual en el futuro.
En el artículo “When the Feds Decide Who’s Sexually Dangerous” [Cuando los federales deciden quién es sexualmente peligroso], publicado en The Atlantic (20 de mayo de 2010), Wendy Kaminer señala: “Quienes confían en la burocracia federal y creen que los funcionarios usarán su poder adecuadamente, con imparcialidad y buena fe, pueden sentirse protegidos por él; a los demás debe preocuparles que el gobierno pueda detener ciudadanos indefinidamente, sin juicios con jurado, basándose en especulaciones sobre su futura peligrosidad”. Díganselo a los prisioneros de Guantánamo.
Bajo algunas leyes estatales, los sometidos a confinamiento civil pueden tener derecho a un proceso ante un juez, pero no a un juicio con la posibilidad de preparar una defensa. La mayoría no recibe “tratamiento” y prácticamente nadie obtiene algo de él. ¡Incluso se dio el caso de un hombre de Wisconsin de 102 años que no pudo someterse a tratamiento por fallas en la memoria y problemas de oído!
Hasta 2007, dos mil 700 hombres estaban recluidos en centros de confinamiento civil. Para escapar de las garras de estas instituciones penales/“terapéuticas” en las que se encuentran sepultados, algunos prisioneros incluso solicitan ser castrados, como lo relata el artículo “The Science of Sex Abuse” [La ciencia del abuso sexual] de Rachel Aviv (The New Yorker, 14 de enero de 2013). La primera persona detenida bajo la Ley Adam Walsh, Graydon Comstock, cuestionó la legislación en un caso ante la Suprema Corte en 2010. Aviv observa: “Para cuando el caso fue atendido, cuatro años después de que la sentencia criminal de Comstock expirara, él tenía ya 67 años y padecía del corazón, de diabetes e incontinencia. Ya dos veces había solicitado ser castrado, creyendo que la operación ayudaría en su caso, pero se le dijo que no estaba médicamente justificada”. En años recientes, la Suprema Corte ha refrendado diversos estatutos del confinamiento civil.
El poderoso análisis de Aviv de los horrores del confinamiento civil gira en torno al caso real de un soldado solitario llamado John, que se hizo amigo en un chat room de “Indy-Girl”. Sí, era un policía encubierto. El soldado, invitado a un tentador picnic al aire libre, rápidamente fue capturado por la Unidad Militar de Investigaciones y el FBI. John fue sentenciado a 53 meses en una prisión federal por poseer pornografía infantil y por “usar Internet para inducir a un menor a tener sexo”. Pero entonces fue cuando empezaron sus verdaderos problemas.
Tras salir en libertad condicional, John recayó y volvió a mirar pornografía con menores, por lo que rápidamente fue sentenciado a otros dos años en prisión. Seguía preso cuando el Congreso aprobó la Ley Adam Walsh, por lo que se le transfirió a una prisión médica de Massachusetts y, sin audiencia legal, se determinó que era de “alto riesgo”. Así pasaron cuatro años. En 2011 comenzó su audiencia de confinamiento civil. Al año siguiente, un juez dictaminó que John era demasiado peligroso para ser liberado y lo condenó a un “confinamiento terapéutico” indefinido en el sistema carcelario federal. Desde entonces sigue en ese limbo, donde una “terapia” diaria lo alienta a declarar cada vez más historias fantasiosas para ganarse la aprobación de los siquiatras, historias que sólo contribuyen a incriminarlo. Vivir en una tienda de campaña bajo un puente parece un destino preferible.
Nuevas brujas, nuevos inquisidores
En Estados Unidos, con su vena profundamente puritana y su insidioso racismo, la combinación de sexo y raza siempre ha sido usada como medio de control social. El mito del hombre negro depredador acosando a mujeres y niños blancos se conjuró para mantener aterrorizada a la población negra cuando la ley linchadora imperaba en el Sur de Jim Crow. Con frecuencia se ha recurrido a leyes antisexo para poner a hombres negros tras las rejas, incluyendo a celebridades como el boxeador Jack Johnson en 1912 y a Michael Jackson en 1994 y de nuevo diez años después.
Las cruzadas antisexo fueron una de las armas que se usaron para revertir las conquistas de las luchas por los derechos civiles y para apagar el descontento social de los años sesenta y principios de los setenta, especialmente el provocado por la Guerra de Vietnam. Tras tomar posesión en 1977, el gobierno demócrata de Jimmy Carter desató un asalto de reacción social interna mientras llevaba a la Casa Blanca el fundamentalismo religioso de los “renacidos”. Bajo el lema de los “derechos humanos” lanzó también la Segunda Guerra Fría del imperialismo estadounidense con el objetivo de destruir a la Unión Soviética.
La siguiente década presenció una de las cacerías de brujas más terribles y peculiares de la historia estadounidense: la histeria respecto al “abuso satánico” en las guarderías, que le arruinó la vida a cientos de hombres, mujeres y niños. El auge de esta cacería de brujas, que se extendió hasta principios de los años noventa, coincidió con la reacción reaganista —la cual, entre otras cosas, intentó enviar a las mujeres de vuelta a los hogares—. Se recortaron los fondos para el bienestar social y otros programas sociales, como las guarderías y preescolares para madres trabajadoras, provocando enormes dificultades y daños a las mujeres y los niños. El pánico del “abuso satánico” sirvió para encubrir un abuso real por parte del gobierno.
En el juicio más largo de la historia estadounidense, que se extendió de 1986 a 1990, el caso de la escuela preescolar McMartin, los niños testigos contaron historias de sacrificios animales, orgías, pasadizos secretos, mutilación de cadáveres y otras ficciones. El caso comenzó en 1983, y para el año siguiente el gran jurado había reunido 354 declaraciones que implicaban hasta 369 supuestas víctimas, mientras la policía anunciaba una enorme conspiración criminal. Más de 70 personas fueron condenadas injustamente. Mientras tanto, decenas de otros casos de “satanismo” barrieron el país, desde el condado de Kern en California, hasta Fells Acres en Massachusetts y la guardería Little Rascals de Carolina del Norte. En estos casos no se encontró evidencia alguna. Los acusados eran completamente inocentes, como señalamos entonces (a diferencia de prácticamente todo el resto de la izquierda) al defender a los trabajadores de las guarderías. Los Friedman fueron arrestados en medio de esa cacería de brujas.
Los liberales y feministas burgueses ayudaron a impulsar esa locura. Aunque se presentan como protectores de las mujeres y los niños, su remedio es pedirle al estado leyes más numerosas y más duras, así como más vigilancia policiaca. La versión más extrema de esa misma política fue el libro de 1975 de Susan Brownmiller, Against Our Will [Contra nuestra voluntad], famoso por su aseveración de que la violación es la principal forma en que todos los hombres controlan a todas las mujeres. Su propuesta: más mujeres policías.
En los años setenta y ochenta, los florecientes escuadrones de dios, dirigidos por gente como el fundamentalista católico Patrick Buchanan y el líder de la Mayoría Moral Jerry Falwell, se movilizaban contra el aborto y declaraban que el sida era un castigo de dios a los gays. Mientras los fanáticos de derecha sitiaban las clínicas de aborto, los feministas apuntaban contra la pornografía y un imaginario abuso satánico. Al impulsar este programa antisexo, los “progresistas” entablaron una alianza temporal con los evangélicos.
El estado respondió gustoso. En 1974, el demócrata Walter Mondale promovió la Ley de Prevención y Tratamiento del Abuso Infantil, que obligaba a los terapeutas, maestros y trabajadores sociales a informar a la policía de cualquier indicación de abuso. Así, se suponía que cientos de miles de educadores y trabajadores sociales actuarían como auxiliares de la maquinaria de represión del estado capitalista. En los años ochenta, el procurador general de Reagan, Edwin Meese, lanzó una gran campaña contra la pornografía, con bastante ayuda de sus aliados liberales. Con Internet, las cosas no hicieron sino empeorar. En los últimos quince años, las sentencias federales por posesión de pornografía infantil han aumentado en extensión más de 500 por ciento y pueden ameritar hasta cadena perpetua, la sentencia que suele darse al homicidio en primer grado.
Entre las feministas más prominentes que impulsaban las reaccionarias campañas antiporno estaba la fundadora de la revista Ms., Gloria Steinem, quien empezó su carrera como informante de la CIA. La despreciable Steinem también se subió con furor al tren del ritual satánico y la memoria reprimida. A mediados de los ochenta financió una excavación que los padres de familia de la escuela preescolar McMartin realizaron en busca de los (inexistentes) túneles y calabozos de los que habían hablado sus hijos bajo coerción. En 1993, Ms. salió con el encabezado: “El abuso ritual de las sectas existe —¡Créanlo!”.
En 1995, Steinem narró el documental de HBO The Search for Deadly Memories. Los apócrifos “recuerdos recuperados” de abuso cumplieron una función perniciosa en numerosos casos. Estos “recuerdos reprimidos”, como los llaman los trabajadores sociales fraudulentos, son la versión secular liberal de la histeria religiosa. Como materialistas convencidos, no nos lo creímos. Como señalamos en “Satan, the State and Anti-Sex Hysteria”, las técnicas que supuestamente revelan traumas reprimidos han demostrado ser excelentes para inducir recuerdos falsos, especialmente en niños pequeños y susceptibles. En ocasiones, es la policía quien implanta los supuestos recuerdos en el curso de los interrogatorios, como ocurrió en el caso Friedman. Los traumas verdaderos realmente trauman a la gente, que tiende a recordarlos.
El sexo, el matrimonio y la familia
¿Cómo es que la expansión de la tolerancia (salvo en reaccionarios endurecidos y fanáticos religiosos) respecto al matrimonio gay puede coexistir con una implacable cacería de brujas antisexo? Esto se debe a que el matrimonio, un contrato legal, es uno de los principales sostenes sociales del estado burgués. En una presentación el pasado mayo, David Thorstad, quien en 1978 estuvo entre los fundadores de la North American Man/Boy Love Association (NAMBLA), señaló la desbandada del movimiento radical gay:
“El anterior desafío a la heterosupremacía, dirigido a liberar la sexualidad reprimida de todos, ha sido remplazado por un enfoque conservador y convencional por la aceptación de la sociedad capitalista heterosupremacista. Donde esto es más obvio es en la búsqueda del matrimonio y la participación abierta en instituciones opresivas como el ejército, así como los llamados a fortalecer las fuerzas represivas del estado mediante las leyes contra los llamados crímenes de odio”.
Así, en la búsqueda de la respetabilidad burguesa, las marchas del orgullo gay acogen contingentes de policías gays, cuyo trabajo incluye el arresto de “delincuentes sexuales”. Mientras tanto, los organizadores de las marchas vetan a organizaciones como NAMBLA, que llama por la despenalización de las relaciones consensuales entre hombres adultos y menores de edad.
A diferencia de los feministas, el establishment gay y, asquerosamente, la mayor parte de la izquierda “socialista”, nosotros siempre hemos defendido a NAMBLA y a sus miembros tanto de la represión estatal como de la victimización por parte de los patrones. Se trata de algo más que una cuestión de “libertad de expresión”. Muchísimos jóvenes, torturados y confundidos por sus propios sentimientos, en conflicto con la severidad represiva de esta sociedad, encontrarían reconfortante hablar de estas cosas con personas más experimentadas, como lo han hecho generaciones anteriores. En esta época, sin embargo, tener cualquier tipo de intimidad intergeneracional es jugar con fuego.
En un artículo titulado “Youth, Sexuality and the Left” [Juventud, sexualidad y la izquierda], Sherry Wolf de la International Socialist Organization (ISO, Organización Socialista Internacional) se sumó al linchamiento de Thorstad acusándolo de ser “el más constante y sonoro defensor de la pederastia en la izquierda” (socialistworker.org, 2 de marzo de 2010). Conservando la premisa reaccionaria de las leyes de la edad de consentimiento, Wolf cita su libro Sexuality and Socialism: History, Politics and Theory of LGBT Liberation [Sexualidad y socialismo: Historia, política y teoría de la liberación LGBT]: “Es incongruente que un niño dé verdadero consentimiento, libre de la desigualdad de poder, a un hombre de 30”. El artículo de Wolf continúa: “En nuestra sociedad, los adultos y los niños no se enfrentan como iguales en lo emocional, lo físico, lo social o lo económico. Los niños y los adolescentes más jóvenes no tienen la madurez, la experiencia ni el poder necesarios para tomar decisiones verdaderamente libres en sus relaciones con los adultos. Sin ello, no puede haber verdadero consentimiento”.
No importa que la mayoría de las relaciones entre adultos no cumpla con este criterio de consentimiento. En cuanto a la afirmación de Wolf de que “los adolescentes maduran a distintas edades”, ¿quién debe determinar la edad adecuada para la actividad sexual en una especie en la que esta edad ha estado, durante el 99 por ciento de su existencia, muy por debajo de la supuesta “edad de consentimiento” de la actualidad? Bajo el inhumano status quo capitalista, se asume que es el estado. Para los comunistas, es el ABC el oponernos a la intervención del gobierno en la vida privada de la gente y defender a cualquier grupo que luche por aumentar la libertad en las relaciones sexuales. Esto es una expresión del ideal de la vanguardia leninista como tribuno del pueblo. La ISO y cía. bailan a un son diferente, acomodándose a los valores burgueses y a la cacería de brujas contra aquéllos cuyas proclividades sexuales se consideran verboten [prohibido, en alemán en el original].
En El origen de la familia, la propiedad privada y el estado (1884), Friedrich Engels rastreó el surgimiento simultáneo de la familia y el estado como medios que la clase propietaria usó para consolidar y reproducir su poder cuando emergió de la sociedad humana primitiva. La monogamia de la esposa era necesaria para asegurar la paternidad para la transmisión hereditaria de la propiedad. Actualmente, la familia sigue siendo la principal fuente de opresión de la mujer. A los niños, la familia debe imbuirles la sumisión y el respeto por la autoridad, lo que frecuentemente engendra frustración y violencia. Como escribimos en “Satan, the State and Anti-Sex Hysteria”: “Las proclividades sexuales de las especies gregarias de mamíferos, como la nuestra, claramente no encajan con la rígida monogamia heterosexual que constituye el fundamento ideológico de la institución de la familia, reforzada por la religión organizada”.
La mayor parte del terrible daño que se inflige a los jóvenes y las mujeres tiene lugar en el seno de la familia. Sin embargo, en esta sociedad capitalista, la familia suele ser lo único que le queda a uno. Son escasos los servicios alternativos que la sociedad provee para criar a los hijos o cuidar a los enfermos y a los ancianos.
El fanatismo antisexo y la perversa persecución estatal persistirán mientras imperen la propiedad privada y la producción por ganancias. El estado capitalista no puede ser reformado para que sirva a los intereses de los explotados y los oprimidos. Debe ser barrido y sobre sus ruinas debe erigirse un estado obrero basado en la expropiación de los medios de producción. Para erradicar la opresión de la mujer y de los homosexuales, se requiere construir una sociedad socialista donde las funciones de la familia sean colectivizadas —guarderías y cocinas comunales, atención médica gratuita y de calidad, etcétera— liberando a la mujer de la carga de la crianza de los niños y de la esclavitud doméstica. En cuanto a lo que una sociedad racional conservaría de las relaciones sexuales, y de las relaciones sociales en general, los marxistas compartimos la amplitud de la visión que expresó el fallecido Gore Vidal (a quien tanto echamos de menos) en su artículo “Pink Triangle and Yellow Star” (Triángulo rosa y estrella amarilla, The Nation, 14 de noviembre de 1981):
“Cualquiera que sea el arreglo al que llegue la sociedad del futuro, debe reconocerse que los niños que lo necesiten serán criados con bastante más cuidado que hoy, y que a los adultos que no deseen ser padres ni madres debe dejárseles en paz”.
http://www.icl-fi.org/espanol/eo/40/delincuentes.html
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2016.05.21 12:50 EDUARDOMOLINA Pedraz debe llamar a declarar a Roca. La revelación del juez Castro a la Audiencia Nacional de que el abogado de la infanta le invitó a una reunión clandestina, es un elemento más que confirma las oscuras maniobras de Miquel Roca en este asunto.

http://www.elespanol.com/opinion/20160520/126377363_14.html
"
El escrito del instructor del caso Nóos en el que revela que días antes de decidir si imputaba a Cristina de Borbón recibió una invitación de Miquel Roca para mantener una reunión secreta y "en la más estricta intimidad", termina de quitarle la careta al abogado de la infanta y destapa un escándalo de enorme magnitud. Estamos hablando de uno de los padres de la Constitución y del abogado elegido en su día por la Casa del Rey.
Esa maniobra da pie a pensar que lo que Roca pretendía era llegar a un acuerdo para zanjar el asunto bajo cuerda y evitarle el banquillo a la hija de Juan Carlos I. Así lo interpretó el propio juez José Castro, que puso como condición para concertar cualquier reunión que se celebrara en su despacho, ofrecimiento que no obtuvo respuesta por parte de Roca. Cita clandestina
Castro admite que la propuesta de mantener una cita clandestina le sorprendió, pero que dado que en sí misma "no era denunciable", obvió mencionarla en la causa. Sin embargo, aquel hecho puede arrojar luz sobre otros similares que están bajo investigación judicial: los que tienen que ver con los contactos entre Manos Limpias y la defensa de la infanta.
Por eso, tal y como ha informado en exclusiva EL ESPAÑOL este viernes, Castro ha enviado ese escrito al juez Pedraz, que es quien instruye en la Audiencia Nacional el caso contra el sindicato Manos Limpias y Ausbanc por extorsión. Que la Fiscalía haya manifestado inmediatamente que el documento es "procesalmente intrascendente" es un desafortunado pareado que hay que sumar al ripioso papelón que ha ejercido desde el principio en este asunto.
Puesto que hemos de creer la palabra del juez Castro, ahora sabemos que seguramente Miquel Roca no dijo toda la verdad cuando afirmó que nunca había intentado salvar del juicio a Cristina de Borbón al margen de la ley: ¿lo intentó con el instructor, pero éste no le dio opción?. Cobra verosimilitud -y de ahí la trascendencia del testimonio de Castro- la hipótesis de que tras ese revés Roca ofreciera algún arreglo a manos Limpias, que ejerce la acusación popular. Si el sindicato se retiraba de la causa, no había juicio. Los indicios
Las grabaciones obtenidas por la Audiencia Nacional corroboran que, independientemente de quién partiera la iniciativa, la defensa de la infanta aceptó negociar con Manos Limpias. En las últimas intervenciones telefónicas a las que ha tenido acceso EL ESPAÑOL, se escucha a Luis Pineda, presidente de Ausbanc, asegurar que el despacho de Roca intentó llegar a un acuerdo con Manos Limpias, llegando a ofrecer una importante cantidad de dinero para que abandonara.
Hay suficientes indicios para sospechar que quien inició el ofrecimiento de dinero para librar del banquillo a Cristina de Borbón -se habla de tres millones de euros- fue Roca y no el presidente de Manos Limpias, Miguel Bernad. Así lo plantea abiertamente el juez Castro en su escrito a Pedraz, que ahora debería llamar a Roca a declarar."
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2015.03.26 20:06 MariasunArenado Invalidación Sí se puede Cantabria, historia de una caza política.

Deseo hacer público mi recurso a la Comisión Estatal de Garantías Democráticas en defensa de mi honor y mi ética personal y mi implicación en PODEMOS de forma altruista y desinteresada siempre, ante la desagradable situación en que me han envuelto por interés de ciertas personas que sólo buscan medrar y pisotear al rival usando los medios del partido a sabiendas de sus infamias:
RECURSO A LA RESOLUCIÓN CT 150004VRE En Bárcena de Cicero, a 26 de marzo de 2015: María Asunción Arenado Juncal, con DNI ..., inscrita en Podemos y miembro de la candidatura Sí SE PUEDE CANTABRIA, habiendo sido invalidada para las elecciones primarias de Podemos en mi Comunidad Autónoma por la Comisión de Garantías Democráticas de Cantabria (en adelante CGDC), expongo las siguientes reclamaciones en recurso que elevo a la Comisión estatal de Garantías Democráticas: 1.- Solicito a la Comisión Estatal de Garantías inste a la CGDC a informarme de los denunciantes y las personas u organismos implicados en informar a la CGDC, ya que en la primera notificación recibida del CGDC (acuerdo CT150004V, 19 de marzo) no se me informa del denunciante/s en ningún momento, y en la posterior resolución (CT 150004VRE, 23 de marzo) solamente se cita a Álvaro Campesino como denunciante, quien no se encontraba presente en las reuniones para la candidatura ciudadana de Santander que son fuente de acusación en mi denuncia. 2.- Considero que existe mala fe en la actuación de la CGDC al invalidar mi candidatura de forma cautelar, sin posibilidad de defensa suficiente y sin previa posibilidad de mediación y/o apercibimiento, sino usando medios punitivos que conculcan mi derecho a la libre participación política recogido en art. 23 Constitución Española. 3.- Declaro que NO he participado en la creación de un partido autonómico para competir con Podemos en las elecciones autonómicas. Considero que un acuerdo de invalidación de candidatura basado en supuestas afirmaciones hechas en una reunión el 17 de febrero, que desde aquí declaro nunca he pronunciado ni constan en acta alguna, no es una prueba para efectuar tal acusación. Que mi asistencia fuera del ámbito de Podemos a reuniones de iniciativas ciudadanas que impulsan candidaturas de unidad, dentro o fuera de mi municipio de residencia, no es asunto de incumbencia a la CGDC y mucho menos motivo de invalidación, no reconociendo de esta forma mi derecho a la libre reunión y libertad de movimiento por el territorio cántabro. A tal efecto, quiero hacer constar que en la reunión a la que asistí del día 16 de marzo de 2015 en Cazoña para la constitución de un partido instrumental en Santander, participaron personas que ostentan cargos electos en Podemos como el Consejero estatal Marcos Martínez Romano, Consejeros Autonómicos Lidia Alegría y David Boiza, y otros inscritos que residen en varios municipios de Cantabria, sin que por ello hayan sido acusados ni invalidados para las elecciones primarias. (Adjunto acta de dicha reunión donde se acuerda expresamente que ese partido no competirá con Podemos a nivel autonómico sino que se adscribe a los ámbitos municipales y autonómico para evitar que personas como mala fe puedan utilizar esa marca). Anteriormente a la reunión del 16 de marzo fueron celebradas otras asambleas abiertas en Santander con el mismo objetivo, como la celebrada el 17 de febrero en el IES Villajunco, donde participaban un centenar de inscritos y no inscritos en Podemos, y cargos electos como el Secretario General de Cantabria Jose Ramón Blanco o el Secretario General de Piélagos Rubén Madrazo, que a día de hoy siguen siendo candidatos a las primarias de Podemos en Cantabria, a pesar de constarme denuncias sobre el primero por insultos y agresiones a compañeros de Podemos, que insto a la Comisión estatal a solicitar inmediata resolución por el CGDC por ser un asunto muy preocupante para los inscritos de mi Comunidad y posibles votantes. 4.- Exijo a la Comisión estatal vele por mi derecho a la intimidad y de mi familia donde hay menores de edad que pueden verse comprometidos, ya que NO DOY CONSENTIMIENTO a ninguna persona ni organismo de Podemos a la publicación del contenido de mis conversaciones por whatsapp con compañeros de candidatura y otros inscritos y no inscritos que se han aportado como prueba. 5.- Solicito la invalidación como prueba de las 325 hojas de conversaciones de whatsapp de un grupo de personas, por no ser un medio de comunicación oficial ni decisorio de la candidatura SÍ SE PUEDE CANTABRIA sino un chat de debate de un grupo de inscritos y no inscritos, de dentro y fuera de la candidatura, donde únicamente se vierten opiniones personales y comentarios sobre la vida personal de ese grupo de personas, que en ningún caso menoscaban públicamente la imagen de ningún cargo electo ni inscrito en Podemos al pertenecer al ámbito privado de las personas. 6.- Declaro no haber menoscabado la imagen pública de ningún cargo electo ni inscrito en Podemos y respetar sus funciones, sino que sencillamente manifiesto mi derecho a discrepar y ser librepensadora y crítica con ciertas actuaciones y comportamientos de miembros de la candidatura Claro que Podemos como son el bloqueo constante de reuniones de los círculos de Cantabria en los últimos meses, la manipulación de la información oficial Podemos Cantabria en favor de sus intereses de candidatura como se puede comprobar al contrastar la información de este proceso de invalidación, el mal uso de la Plaza Cantabria por parte de este grupo o la condición de cazador del Secretario General de Cantabria, con la que disiento profundamente al haberme implicado durante años no solamente con la defensa de los derechos sociales, sino también con los derechos de los animales. Por todo lo expuesto anteriormente, me reafirmo en mi estricto cumplimiento del código ético de Podemos y de los compromisos que como parlamentaria se pudieran derivar de ser elegida en las elecciones primarias autonómicas, por lo que SOLICITO a la Comisión estatal de Garantías Democráticas, resuelva a favor de VALIDAR mi candidatura a las primarias dentro del equipo Sí SE PUEDE CANTABRIA. María Asunción Arenado Juncal.
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2015.03.10 13:13 anarxy_XXX Razones para la igualdad de genero con exposicion cientifica, opinión personal.

Esto no lo he escrito ahora, pero quiero compartirlo se hunda o no ahi queda
e aunque los que escribimos sea mejor o peor y seamos seres empaticos por naturaleza, en mi caso muchas no puedo hablar demasiado debido a mi heterosexualidad, por ejemplo, la cual me impide sentir como si fuera mío el deseo hacia mi propio sexo; pero eso no quita que sea una defensora de tal derecho, pues aunque no lo entienda, se que cada cual es como es, y que independiente al género, son personas igual de válidas que otro cualquiera, que para ser malo o bueno, equilibrado o no, no obedece al sexo al que pertenezca si no a la calidad de persona que sea.
Y es que me parece tan injusto que se defenestre a las personas, por lo que siente o en su intimidad hace o disfruta, que no puede quedar indiferente en mis hilos o escritos que dejo dispersos en la plaza.** Históricamente el sufrimiento de estas personas ha sido tan brutal al equivalente al genocidio del holocausto, y los castigos tan crueles y desmedidos por el mero hecho de ser diferentes que diré abiertamente que al pensar en ello, siento una pena infinita por la humanidad.** No obstante hoy no voy a hacer esa entrada, sin antes escribir si es posible una diferencia con base científica que sirva para humillar, rebajar o excluir a acorde al género., cuidado con el matiz sobre las diferencias,** la pregunta es si las diferencias invalidan a las personas por su genero**
Todos los seres pese a su sexualidad somos igual de válidos Existe una gran controversia sobre el tema del dimorfismo cerebral; por la parte que me toca abogar por el género humano, más que por el sexo que el azar decidió para mi, pues está en mi creencia que no hay limitaciones en el pensamiento más que los listones que te pone la vida. Al igual que asumo mis limitaciones en cualquier ámbito soy consciente de las diferencias entre hombre y mujer, al igual que lo soy con el resto de humanos donde se que existen, gente más fuerte o débil, más lista o tonta, más guapa o fea, o mas adinerada o más pobre, pero no se trata de competencias, porque no es un carrera hacia un puesto, si no de la justa recompensa de cualquier ser humano a buscar su puesto mediante el trabajo y el esfuerzo, para aprender a reconocer los valores individuales, y ver los pensamientos como el producto de un cúmulo de voluntades hacia la apertura del conocimiento, y no como roles biológicos que coartaran las posibilidades y argumentan la línea divisoria ya existente que provoca la mentalidad machista o feminista; si no es para ver en el contraste el complemento, para así aprender a potenciar nuestras actitudes, y reconocernos primero como ser, y después como integrante de una sociedad que aporta lo mejor de si mismo sea del sexo que proceda, dejando esto último a beneficio intimo de cada quien y causa individual de gozo.
Tengo que decir que la historia demuestra en su trayectoria multitud de vejaciones hacia el sexo femeninoy/o homesexual, y que esta diferencia que se hace alusión sobre una base científica, por lo general, sirve y es la causa de que no estemos en los puestos relevantes salvo casos puntuales o que paradojicamente apoyen politicas restrictivas, o conservadoras moralistas . Ppero no se trata de elevar por encima la mujer lo que persigue esta entrada, ni siquiera la igualdad porque ésta no existe en ningún ámbito, si no la igualdad referida como género humano donde como grupo nos complementamos con nuestras habilidades personales. Sobre todo comprender que más allá del sexo y sus estadísticas, todos somos personas donde las diferencias se hacen complementos y los roles no sean imposiciones, si no fruto individual de sus capacidades, con el mismo valor en todas las escalas a nivel social e intelectua
HISTORIA DE LA LATERIZACIÓN CEREBRAL A través de varios estudios científicos, se ha comprobado la necesidad diferenciada de sexos como fin reproductivo, siendo este tras algunos incisos sobre lo que apoya, tal dimorfismo, pues no es cierto que haya asimetría morfológica entre los hemisferios. No hay pruebas concluyentes fehacientes. Sólo hay docenas de observaciones contradictorias. A veces se publica que hay asimetría morfológica, y a veces que no. Lo único que ha sido comprobado, es a nivel reproductivo, siendo las hormonas las causantes de tal diferenciación, sin interferir en la capacidad de inteligencia, y por ende, en el cociente intelectual.
La inteligencia ha sido un factor fundamental para clasificar a las personas y justificar su posición social. Los modos de medirla han ido variando con el tiempo. Así, en el siglo XIX Se la evaluaba en función del tamaño del cráneo y del volumen del cerebro. Durante el siglo XX se modificó el método, empezando a aplicarse los tests de inteligencia. Lo que subyace a estas técnicas, según S. J. Gould, es el planteamiento erróneo de que la inteligencia es propiamente una entidad, una cosa unitaria.
Una vez rectificada la inteligencia, se comete una segunda falacia, explica el autor, que consiste en establecer una gradación numérica. De este modo, a cada individuo se le adjudica un número y se lo coloca en un lugar de la escala. Este procedimiento lleva siempre a descubrir que los grupos humanos (razas, clases o sexos)oprimidos y menos favorecidos son naturalmente inferiores y deben ocupar esa posición. Se concibe, entonces, la inteligencia como algo separado, medible, hereditario y, como tal, innato. Continuamos tratando aquí, por tanto, con planteamientos biologistas.
CRANOMETRÍA (medición del cráneo )
En el siglo XIX, como acabamos de señalar, se llevaron a cabo una serie de mediciones para calcular el grado de inteligencia de distintos grupos humanos. En estas investigaciones destacó P. Broca, con el que la craneometría se fue convirtiendo en una ciencia rigurosa y respetable. Según esta supuesta ciencia, el tamaño del cráneo y, con él, el del cerebro, estaba directamente relacionado con el nivel de inteligencia de cada persona.
Broca se documentó muy bien acerca de la diferencia de tamaño entre el cerebro masculino y el femenino, llegando a la conclusión de que el segundo era notablemente más pequeño. Era consciente de que había que tener en cuenta que los varones tenían en general un mayor tamaño corporal que las mujeres, pero, según decía, era evidente que éstas eran menos inteligentes. Por tanto, la distinta constitución física de las mujeres respecto de los hombres por sí sola no podía dar cuenta de las variaciones en el tamaño del cerebro. Sin embargo, Broca sí consideró el correctivo de la talla para mostrar que los alemanes no eran superiores G. Le Bon, psicologo francés discípulo de Broca, fue especialmente misógino, elitista y racista.
Según sus estudios, el volumen del cerebro de una mujer de raza blanca era semejante al de un varón negro. Los deterministas biológicos tienden a adjudicar rasgos semejantes a los diversos grupos humanos que consideran inferiores, justificando con ello que sus miembros ocupen escalafones bajos en la sociedad. Lo que llama la atención especialmente es que Le Bon, en su estudio de las civilizaciones y de las razas, que publica en 1894, llega incluso a reconocer que si los hombres tienen unas dotes intelectuales superiores a las de las mujeres, ello se debe a que han recibido educación y, posteriormente, se han ido transmitiendo hereditariamente de varón a varón estos avances adquiridos gracias a la instrucción. De ahí que en las razas inferiores las diferencias de tamaño entre cerebros según el sexo sean poco importantes. Esto se explica además porque en estos grupos las mujeres comparten los trabajos de los hombres, lo cual aumenta el volumen de sus cerebros y, con ello, su inteligencia. La mujer de raza blanca recibe, sin embargo, una educación que en lugar de desarrollar su inteligencia, la restringe. Pero esto ha de continuar siendo sí, afirma el científico, pues de lo contrario se pone en peligro la estabilidad social.
Los datos recogidos por estos científicos eran interpretados según sus creencias y conveniencias, pues si hubieran introducido los correctivos necesarios, ni siquiera hubieran podido afirmar con fundamento que el cerebro de los hombres es mayor que el de las mujeres.
Una muestra de que existió un gran sesgo en la valoración de esos datos lo tenemos en las conclusiones que sacó de ellos María Montessori, quien apoyó muchas de las tesis de Broca, pero no aceptaba las que se referían a la menor inteligencia de las mujeres. Según los cálculos hechos por ella, para los que tuvo en cuenta ciertos correctivos, los cerebros femeninos eran un poco mayores que los masculinos, por lo que afirmaba que las mujeres eran intelectualmente superiores a los hombres, que habían prevalecido únicamente por su fuerza física. De este modo, Montessori, al igual que los otros estudiosos, llegó a las conclusiones más acordes con sus propios deseos.
TEORIA DE LA LATERIZACIÓN HEMISFÉRICA Además de investigar el volumen del cerebro en función del sexo, Broca localizó el centro del lenguaje en el hemisferio izquierdo, dando lugar con ello a posteriores estudios sobre la localización de las diferentes aptitudes. Se empezó a hablar entonces de dominancia hemisférica y de lateralización haciendo referencia a este fenómeno. Los nuevos descubrimientos que fueron apareciendo ya en el siglo XX iban mostrando que el cerebro del varón estaba más lateralizado que el de la mujer. Teniendo en cuenta que el fenómeno de la asimetría entre los dos hemisferios no se daba en los animales, se concluyó que el hombre estaba más evolucionado en ese sentido que las mujeres y que, por lo tanto, ejecutaba mejor las tareas intelectuales.Se calificó el hemisferio izquierdo como racional y consciente y el derecho como emocional e intuitivo.Considerando que la conexión entre ambos era mayor en las mujeres que en los varones, se dijo que éstas eran más irracionales, pues la parte emocional de su cerebro impregnaba la racional. También durante el pasado siglo se llevaron a cabo investigaciones científicas que se centraban en las hormonas como responsables de estas diferencias. Las hormonas, se afirmó entonces, en diversos momentos del desarrollo del feto, masculinizan o feminizan el cerebro. El neuroendocrinólogo S. Goldberg en su obra "La inevitabilidad del patriarcado", publicada por primera vez en 1974, explica que los hombres muestran desde muy pronto una fuerte tendencia agresiva y dominante y sitúa la causa de este fenómeno en la hormona propiamente masculina, es decir, en la testosterona. De este modo, el patriarcado se convierte en una estructura natural e inevitable en cualquier tipo de sociedad humana. El sexo en la sociedad es, para los deterministas biológicos que estamos viendo no sólo inevitable, pues las hormonas así lo ordenan, sino también socialmente funcional, como demuestra la cita de Le Bon En la actualidad las investigaciones científicas parecen apuntar que, efectivamente, el cerebro es fuertemente influido por las hormonas sexuales (estrógenos y andrógenos) durante el período de gestación, lo que determina su estructura. De ahí, se afirma, que hombres y mujeres presenten diversas aptitudes. En este sentido, es ya un tópico señalar que las mujeres poseen más fluidez verbal que los varones, mientras que éstos son más aptos para determinadas tareas espaciales. No se detectan diferencias en el nivel de inteligencia global, simplemente hombres y mujeres resuelven los problemas de distinta manera y activan zonas diversas del cerebro para realizar una misma función. (*) Un articulo complementario del que extraigo un trocito: enlace *Cita TEXTUAL: --Para especies como la nuestra, en la que la única forma de reproducción es la sexual, la selección por sexos ha generado dimorfismo sexual; cada individuo para reproducirse debe ser macho o hembra. La diferenciación sexual es el proceso mediante el que los individuos desarrollan un cuerpo, sistema nervioso y conducta masculina o femenina. Aunque el cerebro sea un órgano sexualizado, ello no implica que un tipo de organización cerebral sea mejor que el otro, ni que el sexo sea usado como criterio fundamental per se para determinadas opciones profesionales y ocupacionales * No me cabe entero el estudio de un neurologo , pero lo dejare en un comentario abajo...
pero viene a concluir que
Señalando el matiz, que las diferencias son existentes como fines reproductivos y acercamiento y relación sexual.

- opinion.

cualquier diferenciación de los cerebros en base a la inteligencia en cada género, solo es un argumento más para establecer la linea divisoria entre sexos a lo largo de una penosa historia; no solo las mujeres lucharon, evidentemente, el libre pensamiento, la cultura, una sociedad completa...y no, no creo en las diferencias pese a los dimorfismos cerebrales, porque hombres y mujeres juntos lucharon para conseguir lo que hoy disfrutamos mujeres como yo, tanto monta, monta tanto, unos como otros.. Los dimorfismos cerebrales son tan solo válidos para el tratamiento médico en disfunciones sexuales u otros campos de la medicina. Lo único que se demuestra es que en la opción de como resolver un teroema, o ejecutar una acción , pese a que usara diferentes habilidades o su lógica discurriera cerebralmente para realizarlo vías diferentes, el resultado sería el mismo. Pero esto es una tontería también si lo pensamos pues si ya de principio cada ser humano tiene una habilidad y una perspectiva de ver la vida y hacer la cosas, dependerá más de la destreza o habilidades aprendidas y su capacidad individual como ser humano.
Lo único que se ha demostrado fuera de las diferencias de género que aumenta la capacidad intelectual, es la cultura y progresivo aprendizaje de la vida, entorno y demás Hombres, mujeres y homosexuales tenemos las mismas capacidades, la misma inteligencia, y la misma validez. Mientras convivamos con una palabra que tan solo marca la diferenciación como animales inteligentes y sociales que somos, con esa palabra impresa en nuestro cerebro, que se llama respeto y que tan solo dibuja un horizonte llamado libertad , amor. tolerancia, cultura y sobre todo procurar hacer más felices a quienes nos rodean intentando ser cada día mejor persona, sea hombre, mujer u homosexual. Nuestras diferencias nos complementan y son necesarias, pero la igualdad humana en el sentido de validez humana y o inteligencia jamás podrá medirse por el género si no por la capacidad, habilidades o inteligencia de cada individuo. El idiota lo será toda la vida independiente que sea hombre, mujer, o gay . Podrán ser buenos padres quienes sean capaces de educar a sus hijos y comprenderlos, independiente si la figura es paterna o materna o asexual , u homosexual. Amar, soñar, llorar, sentir, crecer,leer y cualquier acto humano que nunca nadie se olvide atañe a toda la humanidad y en eso exactamente somos igual de humanos.
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2015.02.02 23:05 ZUBIYOL ¿Vulneración del derecho a la intimidad de Juan Carlos Monedero y otras personas en la querella publicada junto a la noticia: "Manos Limpias se querellará contra Pablo Iglesias por diez delitos"?

El nuevo periódico digital de Pedro J. Ramírez, www.elespanol.com, en el apartado actualidad, publica la noticia "Manos Limpias se querellará contra Pablo Iglesias por diez delitos". La noticia en sí no vulnera ningún derecho fundamental de los recogido en la Ley 15/1999 de "Protección de Datos de Carácter Personal" pero si el documento adjunto que publica, en el que se recoge la querella íntegra que presuntamente va a presentar el sindicato fascista "Manos Limpias" contra Pablo Iglesias.
Leída la querella que han publicado, he advertido que se recogen los nombres y los números de documentos de identidad de las personas que en ella se citan como testigos. Según la Agencia Española de Protección de Datos, el número de DNI no es un dato personal mientras no vaya adscrito al titular del mismo, así lo afirma en su Resolución nº E/00561/2004 de fecha 20 de abril de 2005: “…aunque en principio es criterio de esta Agencia Española de Protección de Datos que el número del DNI, por sí solo, no constituye un dato de carácter personal, si lo será en cuanto resulte adscrito al concreto titular del mismo.” En la querella publicada, también aparecen los domicilios en los que se deberán citar a las personas en cuestión, aunque estos en principio parecen corresponderse con domicilios de sociedades.
Nadie impide a ese nuevo medio digital publicar el texto íntegro de la querella que presuntamente "Manos Limpias" pretende presentar contra Pablo Iglesias, pero lo que debía de haber hecho, antes de publicar el texto íntegro de dicha querella, era borrar los número de los D.N.I. de las personas que en ella se cita como testigos, cuyos nombres, además aparecen completos. Los números de los D.N.I. son datos personales de esas personas que no resultan necesarios para transmitir la información que se pretende.
Cuando se publican datos personales de carácter innecesarios en un medio de comunicación de carácter público, como en este caso han sido los números de documentos de identidad de varias personas, junto a sus nombres completos, entiendo que debería de prevalecer el derecho a la intimidad de las personas frente a la libertad de información, pues no era necesario que aparecieran publicados sus nombres completos junto a sus D.N.I.
En cuanto a la prevalencia del derecho a la intimidad respecto a la libertad de expresión, la Sentencia de la Sala Primera del Tribunal Supremo de 11/04/2011, recurso nº 1747/2008, condenó a determinados medios de comunicación por vulnerar el derecho a la intimidad de la allí actora, en este caso, concretamente, por publicar los nombres, apellidos y edad de la misma. Recojo algunos de los fundamentos de la sentencia en cuestión:
“TERCERO.- Colisión de la libertad de información con el derecho a la intimidad. A) El artículo 20.1.a) y d) CE, en relación con el artículo 53.2 CE, reconoce como derecho fundamental especialmente protegido mediante los recursos de amparo constitucional y judicial el derecho a expresar y difundir libremente los pensamientos, ideas y opiniones mediante la palabra, el escrito o cualquier otro medio de reproducción y el derecho a comunicar o recibir libremente información veraz por cualquier medio de difusión, y el artículo 18.1 CE garantiza con igual grado de protección el derecho a la intimidad personal. La libertad de información comprende la comunicación de hechos susceptibles de contraste con datos objetivos y tiene como titulares a los miembros de la colectividad y a los profesionales del periodismo. El reconocimiento del derecho a la intimidad personal tiene por objeto garantizar al individuo un ámbito reservado de su vida, vinculado con el respeto de su dignidad como persona (artículo 10.1 CE), frente a la acción y el conocimiento de los demás, sean éstos poderes públicos o simples particulares, de suerte que atribuye a su titular el poder de resguardar ese ámbito reservado, no solo personal sino también familiar ( SSTC 231/1988, de 2 de diciembre, y 197/1991, de 17 de octubre), frente a la divulgación del mismo por terceros y a la publicidad no querida ( SSTC 231/1988, de 2 de diciembre, 197/1991, de 17 de octubre, y 115/2000, de 10 de mayo), evitando así las intromisiones arbitrarias en la vida privada, censuradas por el artículo 12 de la Declaración Universal de los Derechos Humanos. El derecho a la intimidad personal, según reiterada jurisprudencia, se encuentra limitado por las libertades de expresión e información. La limitación del derecho a la intimidad personal por la libertad de expresión o de información tiene lugar cuando se produce un conflicto entre uno y otro derecho, el cual debe ser resuelto mediante técnicas de ponderación constitucional, teniendo en cuenta las circunstancias del caso (respecto del derecho a la intimidad personal y familiar, SSTS 22 de noviembre de 2010, RC n.º 1016/2008, 16 de noviembre de 2009,12 RC n.º 2041/2006, 16 de enero de 2009, Pleno, RC n.º 1171/2002, 15 de enero de 2009, RC n.º 773/2003, 6 de noviembre de 2003, RC n.º 157/1998). Cuando se trata de la libertad de información, la técnica de ponderación exige valorar, en primer término, el peso en abstracto de los respectivos derechos fundamentales que entran en colisión. Desde este punto de vista, la ponderación debe respetar la posición prevalente que ostenta el derecho a la libertad de información sobre el derecho al honor, a la intimidad personal y a la propia imagen por resultar esencial como garantía para la formación de una opinión pública libre, indispensable para el pluralismo político que exige el principio democrático ( SSTC 134/1999, 154/1999, 52/2002). La protección constitucional de las libertades de información y de expresión alcanza un máximo nivel cuando la libertad es ejercitada por los profesionales de la información a través del vehículo institucionalizado de formación de la opinión pública que es la prensa, entendida en su más amplia acepción ( SSTC 105/1990, de 6 de junio, FJ 4, 29/2009, de 26 de enero, FJ 4). B) La técnica de ponderación exige valorar, en segundo término, el peso relativo de los respectivos derechos fundamentales que entran en colisión. Desde esta perspectiva (I) la ponderación debe tener en cuenta si la información tiene relevancia pública o interés general en cuanto puede contribuir al debate en una sociedad democrática cuando se proyecta sobre personas que desempeñan un cargo público o tienen una personalidad política y ejercen funciones oficiales, lo cual es sustancialmente distinto de la simple satisfacción de la curiosidad humana por conocer la vida de otros, aunque se trate de personas con notoriedad pública que no ejerzan tales funciones (SSTEDH 1991/51, Observer y Guardian, 2004/36, Plon, Von Hannover y Alemania, SSTC 115/2000 y 143/1999 y SSTS de 5 de abril de 1994, 7 de diciembre de 1995, 29 de diciembre de 1995, 8 de julio de 2004, 21 de abril de 2005); (II) la libertad de información, para que pueda prevalecer sobre el derecho al honor exige que la información cumpla el requisito de la veracidad, por la que se entiende el resultado de una razonable diligencia por parte del informador para contrastar la noticia de acuerdo con pautas profesionales ( STC 139/2007), pero este requisito resulta de menor trascendencia cuando se afecta al derecho a la intimidad personal y a la propia imagen; (III) cuando la difusión de datos de carácter privado afecta no sólo al personaje a quien corresponde el ejercicio de funciones públicas u oficiales, sino también a terceras personas, debe valorarse en qué medida la difusión de los datos relativos a éstas tiene carácter justificado por razón de su carácter accesorio en relación con el personaje público al que se refiere, la necesidad de su difusión para ofrecer la información de que se trate y la aceptación por el tercero de su relación con la persona afectada como personaje público; (IV) la prevalencia del derecho a la información sobre el derecho a la imagen es mayor que sobre el derecho a la intimidad, por cuanto en relación con la vida privada de las personas debe tenerse en cuenta el principio de proporcionalidad con el interés público en los aspectos de ésta que se difunden y la forma en que tiene lugar la difusión ( STS 19 de marzo de 1990); (V) la ponderación entre los derechos en conflicto debe efectuarse teniendo en cuenta si la publicación de los datos de la vida privada está justificada por los usos sociales, o hay base para sostener que el afectado adoptó pautas de comportamiento en relación con su ámbito íntimo que permita entender que, con sus propios actos, lo despojó total o parcialmente del carácter privado o doméstico ( STS de 6 de noviembre de 2003, RC n.º 157/1998).
CUARTO.- Prevalencia del derecho a la intimidad personal en el caso examinado. El examen del peso relativo de ambos derechos depara las siguientes conclusiones: (I) Las partes reconocen que la información objeto de controversia tiene relevancia pública e interés general y no cabe duda acerca de ello, en grado muy singular, aun cuando las personas sobre las que se proyecta la noticia no ejerzan cargo público o político alguno ni profesión de notoriedad, sino que es su relación con el suceso noticiable lo que origina su proyección pública. En el presente caso la información versa sobre un incidente habido en un instituto entre una profesora y una alumna, …, lo que dio lugar a determinadas actuaciones judiciales con el correspondiente reflejo mediático. El interés público del objeto de las informaciones cuestionadas deriva por tanto del interés de la sociedad en conocer y evitar hechos como los sucedidos, dados los numerosos casos de persecución y agresiones que se están detectando en las escuelas e institutos. Desde este punto de vista, el peso de la libertad de información frente a la protección del derecho a la intimidad es en el caso examinado de una importancia elevada. (II) No se pone en cuestión la veracidad de la información transmitida. Este factor resulta, pues, indiferente en la ponderación.13 (III) Tampoco se ha puesto en cuestión la afectación de derechos de otras personas que hayan sido objeto con carácter accesorio de la información publicada. Este factor, resulta también indiferente en la ponderación. (IV) Si bien no puede negarse la relevancia y el interés general en informar sobre los hechos ocurridos en el instituto, la cuestión jurídica que se plantea es si la difusión de datos que de manera directa identifican a la profesora como sujeto pasivo de la lesión supone una intromisión a la intimidad de esta… Ahora bien, la información facilitada por el demandado revelaba una serie de datos personales de la actora que no resultaban necesarios para transmitir la información pretendida, ni para tratar sobre el fenómeno social del aumento de la violencia en las escuelas, sin que la mención de sus datos personales tales como el nombre, apellido y edad tuviera relevancia comunitaria o añadiera algo a la información ya vertida. Desde este punto de vista, la afectación del derecho a la intimidad es relevante frente a la protección del derecho a la libertad de información…”
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